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Investir na estruturação de um pool de talentos, que inclui colaboradores externos, diminui o risco do apagão de talentos Crédito: Shutterstock

INOVAÇÃO

A transformação da força de trabalho

As organizações estão olhando para sua força de trabalho pelas habilidades e como um ecossistema que inclui colaboradores externos.

Por Soraia Yoshida 19/04/2021

Todos os dias, mais empresas estão adotando parcerias ou trabalhando com equipes externas de TI, contabilidade, RH. Mas são poucas as organizações que pensam nessas pessoas como parte de sua força de trabalho. E mesmo aquelas que olham para além de seus funcionários têm dificuldade em gerenciar esses “outros trabalhadores” porque suas práticas de gestão, sistemas e processos são projetados para os colaboradores internos.

O levantamento “Workforce Ecosystems”, da MITSloan Management Review em parceria com a Deloitte, aponta que 87% dos profissionais que gerenciam operações globais incluem empreiteiros, equipes de apoio a eventos, provedores de serviços e até bots na força de trabalho de sua organização, mas apenas 28% se sentem preparados para gerenciar uma força de trabalho que inclui colaboradores externos. A pesquisa aponta que mais companhias aumentam sua dependência das ideias e habilidades dos trabalhadores externos e fazem uso de plataformas online para buscar talentos, só que menos de um terço acredita que está se preparando adequadamente para mudanças na gestão da força de trabalho.

Ao mesmo tempo, as organizações estão olhando para sua força de trabalho de uma nova maneira: as habilidades profissionais e pessoais funcionam praticamente como uma nova moeda para a transformação. Esse movimento, que se intensificou a partir do ano passado com a pandemia, faz com que as empresas que estruturaram um ecossistema de talentos – sejam internos ou externos – se tornem mais ágeis e capazes de tomar decisões críticas para colocar projetos em andamento, criar novas áreas e mover talentos entre áreas diferentes. A pesquisa “2021 Global Talent Trends”, da Mercer, aponta que 14% das companhias já embarcaram em práticas de talentos baseadas em habilidades, como remuneração a partir de habilidades.

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