s
Human-led, AI-powered: a IA está redesenhando a experiência do cliente — e a maioria das empresas chegou atrasada à conversa (Crédito: Freepik)
ECONOMIA

CX adota Human-led, AI-powered: o novo contrato com o cliente

Estudos da Capgemini e do IBM Institute for Business Value com Adobe mostram que 84% das lideranças apostam em CX como motor de crescimento, mas apenas 34% dos dados coletados viram decisão — e a janela para agir em cima da intenção do cliente nunca foi tão curta

Por Soraia Yoshida 24/04/2026

Aqui vai um dado capaz de empolgar qualquer conselho de administração: 84% das lideranças corporativas consideram a experiência do cliente (CX) um motor central de crescimento. Em alguns setores, esse número beira a unanimidade: 93% em Telecomunicações, 92% no Varejo e 90% em Viagens e Hotelaria. Não é retórica de slide corporativo: a CX é, hoje, a principal arena competitiva em mercados comoditizados.

Só que ter CX no topo da agenda não significa executar bem a experiência do cliente. O relatório “Reimagining Customer Experience: Human-led, AI-powered”, da Capgemini, mostra que, de cada 10 executivos convencidos da importância estratégica, a maioria ainda fala de CX em termos de 2015. Apenas 23% das organizações dizem ter uma estratégia unificada de experiência do cliente, e esse número cai para 9% no setor público. Um terço das empresas pesquisadas sequer mede com regularidade o impacto financeiro das iniciativas de CX e só 36% reportam melhoria de vendas a partir do feedback coletado dos clientes, o que explica por que tantos programas de NPS e CSAT viraram ruído de fundo nas reuniões de resultados.

É aqui que o estudo do IBM Institute for Business Value encaixa a primeira peça do diagnóstico: o problema não é falta de dados, é excesso de “dados parados”. Segundo a pesquisa “Win the moment: Reclaiming relevance by mastering  customer intent”, feita em parceria com a Adobe, apenas 34% dos dados de clientes coletados pelas organizações são efetivamente usados em decisões de CX. Os outros 66% – incluindo perfis, preferências, histórico de compra, interações em app, uso de e-mail, rastros em redes sociais, sinais de loja física – ficam presos em silos, sem nunca desencadear uma oferta, uma intervenção ou um ajuste de jornada. 

CADASTRE-SE GRÁTIS PARA ACESSAR 5 CONTEÚDOS MENSAIS

Já recebe a newsletter? Ative seu acesso

Ao cadastrar-se você declara que está de acordo
com nossos Termos de Uso e Privacidade.

Cadastrar

A consequência é previsível: menos conversões, custos de aquisição maiores, filas crescentes de atendimento e horas de operação desperdiçadas perseguindo histórias incompletas de clientes. Três em cada quatro executivos (75%) admitem ao IBM IBV que suas organizações estão lentas demais para responder às mudanças nas expectativas dos clientes.

Como o comportamento do consumidor virou

Na Economia da Intenção, em que o cliente delega o ato de explorar e comparar para a IA, o uso de aplicativos como ChatGPT, Google Gemini e outros chatbots cresceu 62% nos últimos dois anos, com saltos ainda maiores entre a Geração X (82%) e os Baby Boomers (92%), segundo dados complementares do IBM IBV em parceria com a National Retail Federation (NRF). Entre os consumidores, 41% já usam assistentes de IA para pesquisar produtos, 33% para encontrar reviews e 31% para caçar ofertas.

A Capgemini projeta um salto parecido. O uso que consumidores fazem de ferramentas de IA Generativa (GenAI) para pesquisar, comparar e comprar deve subir de 21% em 2025 para 51% nos próximos três anos, com picos de 80% no Brasil e na Índia em cenários específicos mapeados pelo estudo.

O efeito é duplo. Primeiro, desloca poder: quando a IA executa a busca, a filtragem, a negociação e, em alguns casos, a transação, a marca perde o controle direto sobre o momento decisivo da jornada. Segundo, enxuga o rastro de dados. Um cliente que antes deixava dezenas de micro-sinais num site de e-commerce – cliques, scrolls, tempos de permanência, carrinho abandonado – passa a interagir apenas com um assistente de IA e entrega à marca, no fim, uma decisão já cristalizada. “Quando os clientes interagem com um chatbot ou assistente de IA em vez de navegar por um site ou ligar para o suporte, as empresas perdem visibilidade sobre comportamento e contexto. O rastro de dados fica mais fino”, cita o IBM IBV. A única saída, defende o relatório, é perguntar diretamente ao cliente, os chamados dados zero-party, e conectar essa informação ao contexto de relacionamento que só a marca possui.

É exatamente esse o diferencial defendido tanto pelo IBM IBV quanto pela Capgemini: o que as marcas podem oferecer, e os assistentes de IA públicos não, é continuidade contextual. Conectar uma pergunta feita hoje às compras anteriores, às interações de suporte, às preferências, aos sinais comportamentais. “Chamamos isso de mentalidade ‘me mostre que você me conhece’, e estamos incorporando isso em cada experiência. Não é uma jornada única para todos”, afirma Sophie Moglione, head de Design e Experiência da VodafoneThree, no relatório do IBM IBV.

 

O abismo entre expectativa executiva e percepção do cliente

A descoberta mais desconfortável do estudo da Capgemini talvez seja a distância entre o que os executivos acham que entregam e o que os clientes dizem receber. O relatório cruzou perguntas idênticas feitas aos dois grupos e o resultado está mais para vale do que para degrau.

Perguntados sobre a probabilidade de recomendar a marca a amigos e familiares, 84% dos executivos disseram acreditar que seus clientes o fariam. Entre os consumidores, apenas 45% confirmaram. Perguntados sobre a principal emoção associada à jornada, 77% dos executivos apontaram “confiança”. Entre os clientes, o número despencou para 14%, um quinto do esperado. Na hora de discutir sobre frustração em relação à experiência, aconteceu o contrário: apenas 6% dos executivos imaginavam que os clientes saíam frustrados, mas 23% dos consumidores relataram essa sensação.

Essa miopia se repete em segurança de dados: 81% dos consumidores identificam a proteção de dados pessoais como uma preocupação importante, enquanto entre os executivos, apenas 8% acham que isso pesa na experiência. Um abismo de 73 pontos percentuais, o maior do estudo, que explica por que tantas iniciativas de personalização batem na parede da desconfiança.

Não há como falar em CX hoje sem citar a IA: 83% dos consumidores dizem se sentir desconfortáveis com a ideia de que a IA grave ou armazene seus dados sem consentimento explícito. E 77% dos executivos reconhecem, no relatório do IBV, que resistência à mudança é um dos principais desafios para iniciativas de CX. E aqui falamos não somente de resistência de funcionários, mas resistência cultural a abrir o jogo sobre como os dados são usados. Em outras palavras, a famosa falta de transparência.

A confiança do consumidor freia a escala

O grande nó, contudo, está na confiança. A Capgemini pediu aos consumidores que avaliassem em que situações eles confiariam em agentes de IA. Os números mostram que os mesmos clientes que acham a IA útil são os que mais temem entregar-lhe as rédeas com todos os seus dados. A pesquisa mostra que:

  • 58% dos consumidores concordam que a IA economiza tempo em compras rotineiras. 
  • 46% veem a IA como um redutor de fricção na solução de problemas. 

Mas quando se pergunta sobre confiar em agentes de IA para decisões de compra e pagamentos rotineiros, só 38% dão o sinal verde. O número cai ainda mais em categorias complexas, como decisões financeiras, compras de alto valor e serviços de saúde, em que normalmente o cliente quer conversar com gente. A Capgemini usa o termo “COR” (Conscious Override Rate, ou taxa de substituição consciente) para medir a proporção de interações em que o cliente decide desligar o agente de IA e falar com um humano: essa métrica, nova no setor, é apontada como um dos melhores indicadores precoces de erosão de confiança.

É por isso que a Capgemini defende – e o IBM IBV reforça – um modelo “Human-led, AI-powered” (liderado por humanos, alimentado por IA). Em uma situação no setor de Saúde, por exemplo, as ferramentas inteligentes podem identificar informações que estão faltando e resolver com o provedor na hora, para que o paciente não seja puxado para um vai e vem que poderia ser evitado.

O IBM IBV leva esse ponto para o plano operacional: 71% dos executivos admitem que têm dificuldade em equilibrar personalização inteligente com confiança e privacidade, e 75% dizem que conectar front e back office para viabilizar jornadas ponta a ponta será mais importante no próximo ano. As barreiras mais citadas para essa integração? Comunicação ruim (48%), prazos conflitantes (47%) e papéis pouco claros (46%) entre Marketing e TI.

Jornadas fragmentadas: o inimigo número um

Para 40% dos executivos ouvidos pela Capgemini, jornadas fragmentadas são a maior barreira a uma experiência de cliente excelente. Pelo menos 60% deles acham que o problema vai piorar nos próximos três anos, o que é um reconhecimento raro de que a digitalização, feita da maneira atual, está criando mais costuras do que tecidos. Entre os consumidores, 57% também colocam a fragmentação como o principal problema que virá. Pior: 83% dos executivos admitem que suas empresas falham em transições suaves entre canais (chat para voz, voz para app, app para loja física).

Os efeitos aparecem no caixa. A pesquisa da Capgemini mostra que, depois de uma experiência ruim, 63% dos clientes mudam para um concorrente e 61% reduzem o que gastam com a marca. Em compensação, depois de uma boa experiência, 70% voltam a comprar e 65% dizem se sentir valorizados. Valor emocional e valor financeiro andam juntos, como mostram as duas pesquisas.

O atrito, aliás, quando devidamente mensurado pode apresentar insights para a empresa. Em sua pesquisa, o IBV traduz o problema em uma métrica batizada de “janela de detecção-ação” (detection-to-action window), o tempo total entre captar um sinal de intenção do cliente e agir sobre ele. A janela média varia muito por indústria. Em Mídia, Entretenimento e Telecomunicações, os 20% mais rápidos fecham o ciclo em 4 horas, enquanto a média do setor é de 92. Em produtos de Consumo e Varejo, a vanguarda responde em 16 horas, contra uma média de 95. Em Saúde, top e média se separam por 19 horas contra 82. Em Aeroespacial e Defesa, o setor mais lento, o benchmark é de 62 horas e a média chega a 168, uma semana.

As organizações com tempo de detecção-ação maior que seus pares de indústria sofrem uma queda de 30 a 40 pontos percentuais no retorno sobre o investimento de Marketing. E o custo operacional médio anual de operar com janelas excessivas é de US$ 29 milhões por empresa, segundo o modelo do IBM IBV, baseado em benchmarks setoriais de gasto com Marketing e Conteúdo.

Os três pilares do novo jogo: intenção, antecipação, confiança

A tese central do IBM Institute for Business Value – repetida capítulo a capítulo — é que, com o avanço dos agentes, a IA por si só não conquista lealdade. Quem conquista o cliente são as experiências orquestradas. Em vez de pensar em canais isolados, a empresa precisa fechar um loop contínuo entre coleta de dados, decisão, ativação, medição e otimização, no qual cada sinal informa a próxima ação e cada ação alimenta o aprendizado do sistema. Três competências se tornam, então, o novo alicerce competitivo.

A primeira é a intenção: reconhecer o objetivo do cliente entre canais antes que ele perca relevância. A segunda é a antecipação: criar uma experiência personalizada ponta a ponta que vá além do pedido. A terceira é a confiança: agir com precisão, equilibrando velocidade e limites éticos.

A Capgemini chega num framework quase idêntico por outro caminho. Seu relatório define quatro pilares de uma “nova fundação de CX”: propósito compartilhado entre clientes e colaboradores, ecossistemas conectados, engenharia de jornada orientada por IA e um loop contínuo de aprendizado. Em ambos, a palavra-chave é orquestração.

Há também um conceito que começa a se consolidar nos dois estudos: a Zero UI. A ideia é que, com a IA Generativa interpretando contexto e agindo em nome do cliente, a interface visual deixa de ser o campo de batalha. O atrito da navegação é substituído por conversas ou instruções delegadas, e as marcas precisam apresentar suas ofertas para outros agentes, não apenas para humanos. O IBM IBV destaca que, no Varejo, isso obriga lojistas a garantir que informações de produto sejam “precisas e fáceis de serem descobertas para compradores humanos, mas também estruturadas e confiáveis para os agentes de IA que decidem em nome deles”. É a ascensão do Comércio Agêntico e, na virada seguinte, do comércio de IA para IA, com estudos correlatos já falando em protocolos universais de comércio (Universal Commerce Protocol).

Os obstáculos: roadmaps ausentes e o custo real do atraso

Se o rumo está claro, por que tão poucas empresas chegam lá? Os dois relatórios apontam, com convergência notável, os mesmos gargalos. Pelo menos 40% dos executivos ouvidos pela Capgemini dizem que o maior obstáculo para escalar IA em CX é a ausência de um roadmap claro e de KPIs bem definidos. Outros 37% citam a baixa qualidade de dados e 33% apontam a falta de talento especializado. O IBM IBV complementa: apenas 34% dos dados coletados viram decisão, e as organizações listam resolução de identidade entre canais (54%), adaptabilidade ao ciclo de vida (48%) e geração dinâmica de conteúdo em escala (45%) como os pontos de maior fricção operacional.

O custo humano de projetos mal orquestrados também aparece. O IBV mostra que 66% das empresas colocam “tecnologia e integração” como prioridade máxima de curto prazo, seguidas por velocidade (56%) e personalização (49%). Um terço dos projetos pilotos, diz o relatório, morrem na passagem do tempo real porque a identidade do cliente não se resolve entre canais ou o conteúdo não se adapta em tempo real. 

Há, ainda, o problema cultural: 77% dos executivos citam resistência à mudança como principal desafio das iniciativas de CX, segundo o IBM IBV, e a Capgemini detalha que em muitas empresas, as equipes de CX operam paralelas às equipes de Dados e de Marketing, com metas conflitantes. O resultado é o fenômeno que o IBV batiza de “technology bloat”, com inflação de ferramentas, licenças redundantes, integrações que ninguém mais sabe onde começam ou terminam.

As organizações que romperam o ciclo, documenta o IBM IBV, compartilham três traços: Marketing e TI dividem a propriedade de tecnologia e das métricas de ROI, há uma cadência regular de experimentação entre equipes cruzadas e a governança é tratada como habilitadora, nunca como freio. Isso aumenta a adoção, reduz custo e gera o que o relatório chama de “confiança composta”, que financia a próxima onda de investimento.

Brasil e a América Latina no radar

Os dois estudos conversam com o cenário brasileiro a partir de amostras distintas. A Capgemini incluiu o Brasil tanto na pesquisa com consumidores (parte dos 9.500 entrevistados em 16 países) quanto na pesquisa executiva: o país está entre os 13 mercados com 1.200 executivos. A pesquisa do IBM IBV com Adobe trouxe o Brasil como um dos 14 países, representando 3% da amostra executiva.

Os dados de comportamento capturados pela Capgemini colocam o Brasil entre os mercados que mais devem puxar o salto global do uso de ferramentas de IA Generativa em compras. A expectativa de ir de 21% em 2025 para 51% em três anos é liderada pelos mercados emergentes, entre os quais o Brasil aparece destacadamente nos cortes por país. O perfil encaixa com o que grandes varejistas globais já praticam: escolher a região como laboratório para agentes de atendimento, programas de fidelidade baseados em IA e interfaces conversacionais dentro de mensageiros.

O saldo: três frases que resumem 2026

Depois de 9.500 entrevistas de consumidores, 1.200 depoimentos executivos na pesquisa da Capgemini e 1.000 executivos seniores na pesquisa do IBM IBV em parceria com a Adobe, três ideias sobrevivem a todas as camadas de dados.

  • A primeira é que experiência do cliente é, em 2026, a principal disputa competitiva das grandes economias. A maioria (84%) dos executivos globais e mais de 90% em setores como Telecomunicações, Varejo e Viagens confirmam. 
  • A segunda é que a IA vai amplificar tanto o valor gerado quanto o atrito causado por jornadas mal orquestradas. Os sinais dobram, as janelas de ação encolhem, o custo do atraso salta para cerca de US$ 29 milhões anuais por empresa, segundo o IBM IBV. 
  • A terceira é que só a orquestração – com governança, confiança e foco humano – escala. As organizações que estão em vantagem reportam ganhos compostos de ROI de Marketing (+12%), LTV (+38%), retenção (+6 a 13%) e conversão (+1 a 3 pontos), segundo as duas pesquisas combinadas.

“São as infraestruturas que você constrói hoje que determinam se irá capturar valor amanhã, ou se verá esse valor evaporar em tempo real”, conclui o IBM Institute for Business Value. Para as empresas brasileiras e latino-americanas, que liderarão parte da adoção global dessas tecnologias, o recado é direto: o tema chegou ao comitê executivo. E a janela de detecção-ação, como lembra a métrica criada pelo IBM IBV, é curta. E vai ficando mais curta a cada trimestre.

CX adota Human-led, AI-powered: o novo contrato com o cliente

Economia

CX adota Human-led, AI-powered: o novo contrato com o cliente

Estudos da Capgemini e do IBM Institute for Business Value com Adobe mostram que 84% das lideranças apostam em CX como motor de crescimento, mas apenas 34% dos dados coletados viram decisão — e a janela para agir em cima da intenção d...

Frete e WhatsApp: o que o consumidor brasileiro quer do e-commerce em 2026

Economia Digital

Frete e WhatsApp: o que o consumidor brasileiro quer do e-commerce em...

Pesquisa com mais de 2.000 consumidores revela que o e-commerce brasileiro cresce, mas a tolerância a erros na jornada de compra nunca esteve tão baixa

Como blockchain e securitização podem transformar o crowdfunding no Brasil

Economia Digital

Como blockchain e securitização podem transformar o crowdfunding no...

Propostas para a revisão da Resolução CVM 88 defendem o uso de DLT, tokenização e novos mecanismos de governança para tornar o crowdfunding mais eficiente, transparente e escalável

Por Victória de Sá, especial para The Shift *
O novo ciclo das startups latino-americanas: menos capital, mais disciplina

Inovação

O novo ciclo das startups latino-americanas: menos capital, mais disci...

Depois do boom de investimentos da década passada, o mercado entra em um momento mais seletivo. Fundos priorizam eficiência, governança e modelos sustentáveis de crescimento

HubSpot aposta no Brasil para acelerar adoção de IA em Marketing Digital

Economia Digital

HubSpot aposta no Brasil para acelerar adoção de IA em Marketing Dig...

Com escritório em São Paulo, empresa quer encurtar o ciclo de inovação com clientes brasileiros e expandir o uso de agentes de IA no marketing e nas vendas

O novo consumidor digital: jovem, mobile e cada vez mais fora das economias ricas

Tendências

O novo consumidor digital: jovem, mobile e cada vez mais fora das econ...

Relatório do EBANX mostra que o avanço do e-commerce global está sendo puxado por consumidores de classe média em mercados emergentes , incluindo Brasil