A transformação cultural do mundo corporativo passa pela igualdade de gênero na liderança – e vice-versa. No setor de tecnologia, o desafio de ter maior representatividade feminina em cargos de tomada de decisão é evidente há 25 anos. Mas a cultura do ecossistema de inovação caminha lentamente para este objetivo.
De acordo com pesquisa da Deloitte do ano passado, mulheres ocupam apenas 16,9% dos cargos de liderança globalmente. No Brasil, a proporção cai para 8,6%. O setor de tecnologia não aparece entre as indústrias com maior parcela feminina na liderança, mas nas cinco big techs dos EUA (Facebook, Amazon, Apple, Google e Microsoft) a proporção cresce para 30%.
É consenso entre estudos nesta área que diversidade na liderança promove resultado e inovação. No mercado financeiro, fundos geridos por mulheres performam melhor do que os controlados por homens, de acordo com dados revelados pelo Goldman Sachs. Aliás, o banco definiu que a partir de julho não iria intermediar processos de IPOs de empresas que não tivessem ao menos uma mulher no conselho.
A intenção do Goldman Sachs é boa, mas a iniciativa não é suficiente. Empresas não podem simplesmente inserir uma mulher em um conselho de administração e reivindicar uma posição de apoio à igualdade e diversidade de gênero. Trata-se de uma transformação cultural para a diversidade que se origina e se concretiza nas posições de liderança.
Apenas 46% do mundo corporativo diz estar plenamente confortável com uma mulher como chefe, segundo levantamento da Kantar. Em organizações brasileiras, o número cai para 43%. Estes dados comprovam que ainda existem diversas barreiras culturais invisíveis impedindo que as mulheres possam crescer na carreira e efetivamente atuar como líderes.
Com a automação de tarefas pela IA, o escritório passa a ser cada vez mais um espaço para colaboração, desenvolvimento profissional e construção de relações de trabalho
Estudos mostram que simplificação, feedback contínuo e Inteligência Artificial aparecem como caminhos para destravar produtividade
Em um cenário marcado por geopolítica instável, disrupções tecnológicas e choques climáticos, conselhos de administração precisam ir além da supervisão e assumir um papel ativo na definição da estratégia
Com adoção já disseminada, o desafio agora é redesenhar processos, liderança e cultura para integrar humanos e máquinas
Estudo da McKinsey mostra que a transformação é estrutural: vantagem competitiva virá do redesenho de fluxos, papéis e governança em um mundo de IA e choque geopolítico.
Novo Premium All-in-One reúne ferramentas inteligentes de prospecção, posicionamento e recrutamento em um único painel — conectando perfil pessoal e página da empresa
Aproveite nossas promoções de renovação
Clique aquiPara continuar navegando como visitante, vá por aqui.
Cadastre-se grátis, leia até 5 conteúdos por mês,
e receba nossa newsletter diária.
Já recebe a newsletter? Ative seu acesso
