s
Crédito: Pexels/Pixabay
TENDÊNCIAS

Varejo: como fica a economia pós-Covid

A frase “O varejo não voltará ao que era antes da crise” diz tudo: o relatório da SBVC aponta que 70% pretendem comprar mais em sites ou aplicativos, mesmo depois da crise do Covid-19

11 de Março de 2020. A pandemia foi oficializada e, no meio do impacto do “semi” lockdown, do distanciamento social e das máscaras, os consumidores descobriram que o e-commerce e o delivery podiam resolver seus problemas urgentes sem precisar sair de casa. Passou março, entraram abril e maio, e agora as pessoas navegam nessa realidade DC (Depois da Covid-19) usando o e-commerce para muito além das necessidades básicas essenciais.

O “modo DC” do varejo é digital, aponta o relatório recém-lançado da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). E só vai aumentar quando o isolamento social for reduzido: 80% dos respondentes disseram estar satisfeitos com as compras online no período da quarentena e 70% pretendem comprar mais em sites ou via aplicativo depois que o isolamento arrefecer. “O varejo não voltará ao que era antes da crise”.

O comportamento dos consumidores vem mudando semana pós semana, as escolhas se diversificam, os hábitos se reorganizam e quem entender o que querem e como querem os consumidores vai conseguir fazer a virada para um modelo digital compatível com a economia DC. O estudo do SBVC mostra, por exemplo, que para 8% dos 92% de entrevistados que realizaram compras online no período, a quarentena foi a estreia no mundo do e-commerce.

CADASTRE-SE GRÁTIS PARA ACESSAR 5 CONTEÚDOS MENSAIS

Já recebe a newsletter? Ative seu acesso

Ao cadastrar-se você declara que está de acordo
com nossos Termos de Uso e Privacidade.

Cadastrar

E 61% dos que já compravam online disseram aumentar suas compras por conta do isolamento social. Um aumento de 50% para 46% dos entrevistados. A pandemia também impactou o delivery, obviamente: 79% compraram comida/bebida para consumo imediato e, desses, 44% aumentaram em 50% seus pedidos. O dispositivo mais utilizado foi o smartphone (70%) e a plataforma preferida (73%) foram os apps.

A conveniência é um dos pontos focais da mudança de comportamento, indica a edição 4 do Barômetro da Covid-19, da Kantar. Por conta desse efeito, a expectativa é de que o comportamento permaneça e, aí, cabe olhar com muito cuidado a experiência do consumidor: 54% consideram a compra online uma experiência mais positiva do que a compra em loja física, mas 24% ainda consideram a façanha desafiadora.

  • A terceira edição do relatório NeoTrust, do Movimento Confie&Compre mostra um aumento de 22,8% no número de consumidores únicos de e-commerce no Brasil no primeiro trimestre de 2020 (comparado com 1T de 2019);
  • E um salto fora da média no número de pedidos do trimestre (32,6%) evidencia o impacto da pandemia na formação dos novos hábitos do consumidor;
  • O poder global de compra dos consumidores aumentou 20% desde 2014, indica a edição recente do Índice da economia digital 2020, da Adobe, com insights gerados pelo Adobe Analytics;
  • Dois relatórios importantes, mapeando as variações das compras da quarentena no e-commerce brasileiro de produtos e serviços, feitos pela Associação Brasileira de Comercio Eletrônico (Abcomm) junto com a Konduto, sinalizam oportunidades: se na segunda quinzena de março a compra de brinquedos teve um salto de mais de 400% e dos supermercados mais de 270%, na quinzena mais recente (26/04 a 09/05), calçados subiram 99%. Vontade ou esperança de sair às ruas?

Startups nativas em IA viram unicórnios em metade do tempo

Inteligência Artificial

Startups nativas em IA viram unicórnios em metade do tempo

Relatórios do Crunchbase e da AWS mostram um 1° semestre com US$ 510 bilhões investidos em startups no mundo. As empresas nativas em IA atingem valuation bilionário em metade do tempo

Da sala de aula ao boardroom: por que a IA avança mais rápido que a força de trabalho

Tendências

Da sala de aula ao boardroom: por que a IA avança mais rápido que a...

Três relatórios globais sobre educação, recrutamento e gestão corporativa chegam à mesma conclusão: empresas e universidades dominam a tecnologia, mas ainda não sabem preparar as pessoas para usá-la

O que os conselhos realmente esperam da transformação por IA

Tendências

O que os conselhos realmente esperam da transformação por IA

Estudo revela as cinco perguntas que dominam as reuniões de board em 2026 e mostra por que a escassez de talento, e não a tecnologia, é o que trava o retorno da IA

Vacinas de mRNA, lítio direto e criptografia quântica: as 10 tecnologias emergentes de 2026

Inovação

Vacinas de mRNA, lítio direto e criptografia quântica: as 10 tecnolo...

Relatório do WEF revela três tendências que unem as dez inovações do ano — tecnologias mais pessoais, mais distribuídas e capazes de fazer mais com menos

A mina sobre rodas: China e Ocidente disputam o futuro das baterias de carros elétricos

Tendências

A mina sobre rodas: China e Ocidente disputam o futuro das baterias de...

A primeira geração de baterias de carros elétricos chega ao fim da estrada e expõe uma disputa por lítio, níquel e cobalto — com a China dominando 85% da capacidade global

Muita inovação, pouco capital: a contradição das agtechs da América Latina

Tendências

Muita inovação, pouco capital: a contradição das agtechs da Améri...

A região tem 2.653 startups mapeadas e uma base agrícola de classe mundial, mas captou só US$ 421 milhões em 2024 ou 11% do investimento dos mercados emergentes