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Charles Duhigg: “Nossa experiência, nossos valores, nossas vidas emocionais – e como vemos a nós mesmos e aos outros – moldam cada discussão”
CARREIRA

Charles Duhigg: Conversamos para entender uns aos outros

Para que a comunicação seja eficiente, as partes que estão conversando devem estar engajadas no mesmo tipo de conversa, diz o autor de "A Força do Hábito"

O objetivo de uma conversa não é tentar convencer as pessoas de que a sua ideia é melhor ou que você é a pessoa mais inteligente da equipe. Para Charles Duhigg, o jornalista e autor de “O Poder do Hábito”, conversas existem para que possamos entender mais uns sobre os outros. “Nossa experiência, nossos valores, nossas vidas emocionais – e como vemos a nós mesmos e aos outros – moldam cada discussão”, diz ele neste TED, realizado em Manchester.

Duhigg destaca que uma das descobertas mais importantes da Neurociência sobre comunicação é a existência de três tipos distintos de conversas que ocorrem simultaneamente em qualquer interação:

  • Conversas práticas: Focadas em resolver problemas e fazer planos.
  • Conversas emocionais: Onde compartilhamos sentimentos e buscamos empatia.
  • Conversas sociais: Tratam de como nos relacionamos uns com os outros e com a sociedade.

Um conceito fundamental apresentado por Duhigg é o “princípio da correspondência”. Ele afirma: “A comunicação bem-sucedida requer reconhecer que tipo de conversa está ocorrendo e então corresponder um ao outro”. Isso significa que para uma comunicação eficaz, ambas as partes devem estar engajadas no mesmo tipo de conversa.

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“Cada discussão contém muitas conversas diferentes”, explica Duhigg. A partir das pesquisas que o levaram a publicar “Supercomunicadores”, ele percebeu que, para melhorar a comunicação, é preciso usar “perguntas profundas”. Ele explica: “Uma pergunta profunda é algo que nos convida a falar sobre nossos valores, nossas crenças ou nossas experiências”. Essas perguntas, reforça o autor, ajudam a revelar quem realmente somos e o que importa para nós.

Para estabelecer conexões que sejam importantes, é preciso vulnerabilidade. “A vulnerabilidade e a vulnerabilidade recíproca, quando ouvimos vulnerabilidade e nos tornamos vulneráveis em troca, é a chave para nos permitir conectar com outras pessoas”.

O que são supercomunicadores 

Charles Duhigg descreve os supercomunicadores como pessoas que “não são especiais, não são mais carismáticos ou mais extrovertidos que ninguém. Eles apenas aprenderam habilidades que nos permitem nos conectar com os outros”. Essas habilidades incluem saber ouvir atentamente, fazer perguntas profundas e identificar o tipo de conversa em curso.

Nesta entrevista, Duhigg ressalta a importância da comunicação para executivos: “À medida que você avança na carreira, a comunicação se torna cada vez mais importante, até que, essencialmente, todo o seu trabalho como executivo é apenas comunicar”, afirma.

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