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Assim como o ritmo da transformação digital nas empresas acelerou processos, movimentos e levou a transformações, o impacto foi sentido nas cadeiras dos CEOs Crédito: Slon Pics/Pixabay

GESTÃO

Quanto tempo um CEO deve ficar no cargo?

Dez anos é muito ou é apenas o começo de uma fase brilhante? Estudos e especialistas analisam como anda a taxa de rotatividade dos CEOs

Por Soraia Yoshida 20/09/2021

Qual seria o tempo que um CEO deveria permanecer no cargo para deixar sua marca em uma organização? Cinco, seis, dez anos? E o que sua saída pode assinalar para a empresa e para o mercado? Assim como o ritmo da transformação digital nas empresas acelerou processos, movimentos e levou a transformações, o impacto foi sentido nas cadeiras dos CEOs. Após enfrentar a pandemia em 2020 – quando a rotatividade de CEOs caiu 20% ano a ano nos Estados Unidos, até por relutância das companhias em fazer mudanças de liderança em um momento tão incerto –, vários CEOs de peso anunciaram suas saídas. Jeff Bezos entre eles.

Mas estava mesmo na hora? Ou já deveria ter acontecido? No caso de Bezos, tudo leva a crer que sim, após transformar a Amazon em uma empresa trilionária, era o momento de se dedicar à Blue Origin. É claro que cada caso é um caso, mas pesquisas mostram que conforme o setor, se está mais exposto hoje a mudanças causadas por transformações trazidas por novas tecnologias ou novos hábitos de consumo, o ciclo pode se tornar mais curto. “Tem setores que são mais dinâmicos e as mudanças mais constantes, então isso pode provocar uma rotatividade e tornar o período um pouco mais reduzido”, diz Mario Custodio, Diretor de Recrutamento Executivo da consultoria Robert Half. “E não é apenas uma questão externa: o hábito do consumidor, o fato de que um produto pode estar sendo usando hoje e amanhã não existir mais devido à inovação pode influir nesse tempo, dependendo de quanto o CEO consegue virar uma situação. Tem a ver com tempo, momento da empresa e também mercado”.

A transformação digital, aliada à automação e implementação de Inteligência Artificial (IA) nos negócios está transformando organizações de dentro para fora. Lidar com essa mudança de chave e ainda traçar uma nova estratégia para a companhia, compreender e enxergar como essa transição pode beneficiar a empresa são parte dos blocos em movimento para encurtar ou alongar o mandato de um CEO. As expectativas do mercado e dos acionistas são sempre muito altas.

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