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Desenvolver os negócios e amanhã, sem perder o olhar para o hoje é o desafio dos CEOs Crédito: Pixabay

LIDERANÇA

Desafio do CEO: estratégia ou execução?

As empresas olham para o segundo semestre como uma oportunidade de atingir receita no curto prazo, mas devem olhar para a estratégia e buscar novas oportunidades

Por Soraia Yoshida 19/07/2021

À medida que avançamos neste segundo semestre, as organizações tentam acelerar seus processos para gerar resultados de curto prazo e, ao mesmo tempo, repensar suas estratégias em meio a um ambiente em mudança e ainda buscar novas oportunidades de negócios. Não é uma tarefa simples. Estratégia ou execução? Estratégia e execução. Os CEOs e lideranças precisam ter um direcionamento bem claro, que deve ser repassado para a toda a organização, para fazer isso acontecer no prazo e no tempo certo.

“O deus romano Janus tinha dois pares de olhos – um par focado no que estava atrás, o outro no que estava por vir. Gerentes gerais e executivos corporativos devem ser capazes de se relacionar. Eles também devem olhar constantemente para trás, prestando atenção aos produtos e processos do passado, ao mesmo tempo em que olham para a frente, preparando-se para as inovações que definirão o futuro”, escrevem Charles A. O’Reilly III e Michael L. Tushman no artigo “The Ambidextrous Organization”, publicado na Harvard Business Review em 2004. Segundo eles, esse ‘ato de equilíbrio mental” é um dos desafios mais difíceis, por isso muitas companhias não são adeptas do modelo. E, historicamente, pagaram o preço: basta ver o que aconteceu com a Kodak, que ignorou a disrupção provocada pela chegada das câmeras digitais, e com a Nokia, que dominava o mercado de smartphones, mas levou um choque com a chegada do iPhone e não conseguiu se recuperar.

O fracasso em obter inovações que levassem a novos negócios e, ao mesmo tempo, fazer melhorias constantes em uma empresa existente é tão comum que muitos estudos procuram direcionar CEOs e lideranças. No ano passado, a McKinsey entrevistou 200 organizações para descobrir que 90% dos executivos esperavam que os efeitos da Covid-19 mudassem fundamentalmente a forma como os negócios são feitos nos próximos cinco anos. Ao mesmo tempo, 75% concordaram que a crise trazida pela pandemia criará novas oportunidades significativas de crescimento, mais para alguns setores e menos para outros. E 21% disseram ter expertise, recursos e comprometimento para ir atrás de crescimento.

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