s
Crédito: Pixabay
CARREIRA

Lideranças em xeque na pandemia

A crise do Covid-19 ampliou o recrutamento de profissionais C-levels. A busca é por um perfil ágil, habilidades para desenvolver estratégias digitais e foco em transformação digital

Entre as mudanças culturais causadas pela Covid-19 está uma mudança radical do papel dos líderes. Mais do que nunca eles precisam gerenciar a crise enquanto constroem o futuro. Em outras palavras, navegar com equilíbrio entre dois extremos: o do pragmatismo para manutenção das operações e o do pensamento estratégico e disruptivo.

Muitos setores vinham até então na tendência para construir organizações mais centralizadas e funcionais, mas esse processo foi interrompido e agora passa por uma revisão, já que as empresas estão enxergando a importância do papel dos líderes locais durante a pandemia. Essa presença tem sido vital em melhorar o engajamento dos funcionários e a hora de responder a demandas locais que são únicas dentro dos processos da companhia. Em outras palavras, o valor de contar com equipes ágeis e capazes de cobrir funções em diferentes áreas ficou evidente - o que pode balançar o pêndulo em direção a uma liderança descentralizada.

O recrutamento de C-levels com esse perfil aumentou nas últimas semanas, inclusive no Brasil, segundo Marcio Gadaleta, consultor da Russell Reynolds Associates. A busca é, sobretudo, por executivos ágeis, com habilidades para desenvolver estratégias digitais, focados em revolucionar os processos das empresas. Clientes que estavam prospectando candidatos a CIO passaram a dar preferência para novos CTOs (Chief Transformation Officers). A ordem é acelerar o digital.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Carreira +100: crescer, envelhecer e aprender sempre

Inovação

Carreira +100: crescer, envelhecer e aprender sempre

Com a perspectiva de uma vida produtiva muito além dos 60 anos, podemos investir em uma carreira por 30 anos e depois inventar outra. A longevidade, combinada com aprendizado contínuo, é fonte de crescimento, segundo pesquisas

Adaptabilidade é o novo currículo

Tendências

Adaptabilidade é o novo currículo

Pesquisas da ETS, da Deloitte e do Fórum Econômico Mundial mostram que aprender a se adaptar continuamente tornou-se mais decisivo para a carreira do que qualquer habilidade técnica isolada — e o Brasil aparece entre os países com mai...

A lacuna entre ambição e prontidão: o que cinco estudos revelam sobre pessoas, liderança e IA

Tendências

A lacuna entre ambição e prontidão: o que cinco estudos revelam sob...

Protiviti, Careerminds, The Conference Board, Kyndryl, McKinsey e Metley chegam à mesma conclusão por caminhos diferentes: a tecnologia está pronta antes das pessoas e o RH que deveria liderar essa preparação é, com frequência, quem...

Cultura organizacional: como fechar o gap entre o que sua empresa promete e o que os funcionários vivem

Tendências

Cultura organizacional: como fechar o gap entre o que sua empresa prom...

Uma pesquisa com 300 profissionais de cultura e RH mostra que o problema não é falta de discurso — é a distância entre o que a liderança diz e o que ela recompensa, tolera e reforça todos os dias

Sua organização é movida a cérebros?

Tendências

Sua organização é movida a cérebros?

Um estudo da McKinsey aponta como construir "capacidade cerebral" dentro da empresa e gerar valor

Equipes com IA: o que a ciência da colaboração humana ensina antes de adicionar um agente

Tendências

Equipes com IA: o que a ciência da colaboração humana ensina antes...

Estudos de Harvard e Stanford mostram que a IA só melhora o desempenho de um time quando contexto, papéis e cultura são redesenhados junto com a tecnologia e não depois dela