Historicamente, o SaaS cresceu baseado na métrica de usuários ativos. Quanto mais pessoas acessavam a plataforma, maior era o valor percebido e o faturamento gerado. Mas, como apontam Martin Casado (a16z) e Scott Woody (Metronome) nesta conversa, isso está ficando obsoleto. No mundo da IA, o que importa não é mais “quantas pessoas usam”, mas “quanto trabalho o software faz por você”.
Esse novo paradigma – centrado em “output” (saída ou entrega) e não em “input” (uso humano) – altera a lógica de precificação, monetização, arquitetura de sistemas e incentivos internos nas empresas. Como diz Woody, a IA transforma o software em um agente que realiza tarefas, como resolver tickets, escrever código, gerar textos ou fazer recomendações. Isso exige uma mudança radical no modelo de negócios.
Embora já consolidada em infraestrutura (como AWS ou Snowflake), a cobrança por uso ainda é uma novidade no SaaS voltado a usuários finais. Casado e Woody explicam por que:
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