Falar em vida pessoal e vida profissional torna-se cada vez mais difícil em um mundo ultraconectado. Melhor seria falar na versão de currículo que levamos para o trabalho: o “currículo oficial”, que reúne nossas habilidades técnicas, experiência e vivências; e o “currículo não oficial”, composto por nossa história relacional. “Sempre levamos nossa história relacional para o trabalho, só não fazemos isso conscientemente”, afirma a psicoterapeuta belga-americana Esther Perel.
Em sua apresentação em São Paulo durante o Flash Humanidades 2025, Esther falou sobre as relações que temos com o trabalho, que mudaram tanto nos últimos anos, principalmente após a pandemia. “Hoje, o trabalho não é apenas onde você ganha dinheiro para viver, mas onde busca significado, pertencimento e comunidade”, explicou a autora de “Casos e Casos”. Segundo Esther, vivemos uma transformação radical: “Saímos da economia da produção, passamos pela economia de serviços e agora estamos na economia da identidade”. O trabalho, que antes era um meio de sobrevivência, tornou-se o lugar onde as pessoas buscam propósito e desenvolvimento pessoal.
Esse fenômeno é amplificado pelo adiamento da constituição familiar: “Hoje, há um hiato de dez anos entre terminar os estudos e formar uma família. Nesse intervalo, o trabalho passa a concentrar todas as necessidades: financeira, social, comunitária”, explicou.
Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.
Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.
É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.
O investimento global nunca foi tão alto, mas o ritmo de crescimento caiu para um dígito. Dados da BloombergNEF mostram um setor resiliente, pressionado por data centers, redes elétricas e um novo dilema de execução
O Big Ideas 2026, da ARK Invest, mostra como a convergência entre plataformas tecnológicas está acelerando produtividade, consumo digital e a criação de novas infraestruturas financeiras
Resultados já não bastam. Conselhos agora buscam líderes que combinem visão estratégica, domínio de IA, liderança humana e presença ética para atravessar tempos de incerteza
O Workmonitor 2026 revela a lacuna de confiança entre empregadores e trabalhadores, o avanço da IA como infraestrutura e o fim da carreira linear — e o que líderes precisam fazer agora
A Anthropic aposta em agentes pagos; a OpenAI recorre à publicidade para sustentar a escala do ChatGPT.
O AI Radar 2026 do BCG mostra CEOs assumindo decisões de IA, concentrando capital, risco e governança.
Aproveite nossas promoções de renovação
Clique aquiPara continuar navegando como visitante, vá por aqui.
Cadastre-se grátis, leia até 5 conteúdos por mês,
e receba nossa newsletter diária.
Já recebe a newsletter? Ative seu acesso
