s
Radar geopolítico: o diferencial competitivo das empresas globais (Crédito: Adobe)
TENDÊNCIAS

Sonar corporativo: como empresas podem ver além das crises e ganhar vantagem

Empresas que investem em radar e sonar geopolíticos deixam de apenas reagir a crises e passam a moldar cenários, explorar mercados complexos e ampliar sua resiliência estratégica

No cenário das rivalidades entre potências, choques regulatórios e políticas industriais nacionalistas, as empresas com operações internacionais precisam ir além da experiência e abandonar o padrão reativo para desenvolver seu próprio radar geopolítico capaz de antecipar movimentos e agir de forma estratégica. Apenas 25% das empresas têm processos formais para coletar, processar e compartilhar dados geopolíticos internamente, segundo um paper do IMD em parceria com o BCG

“Geopolítica nas empresas ainda é, em muitos casos, uma função informal, baseada em poucos indivíduos com conhecimento acumulado o que expõe as organizações a riscos significativos de descontinuidade”, cita o relatório “From Blind Spots to Insights: Enhancing Geopolitical Radar to Guide Global Business”. Esses indivíduos com conhecimento acumulado (“key persons”) são um enorme ativo e representam um risco se deixarem a organização. Poucas empresas possuem “memória institucional sobre eventos anteriores”, o que compromete a capacidade de antecipação.

O relatório propõe uma evolução: além do radar, que detecta sinais visíveis (como mudanças regulatórias ou conflitos), as empresas precisam de um sonar geopolítico, uma estrutura que permita entender as forças subjacentes e antecipar transformações mais profundas, como o avanço do nacionalismo, a fragmentação tecnológica, a crise climática e o declínio da ordem multilateral. “Desenvolver radar e sonar geopolíticos pode transformar a gestão de riscos de algo defensivo para uma fonte de vantagem competitiva.”

As vantagens de um radar atento

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

“A estratégia importa, mas a execução vence”: o COO da Zendesk sobre IA e atendimento ao cliente

Inteligência Artificial

“A estratégia importa, mas a execução vence”: o COO da Zendesk...

Craig Flower, recém-nomeado COO da Zendesk, explica como a empresa saiu de 20% para 65% de auto-resolução no próprio atendimento — e o que isso significa para qualquer empresa que queira usar IA de verdade

Zendesk aposta na IA Agêntica para levar CX ao próximo nível

Inteligência Artificial

Zendesk aposta na IA Agêntica para levar CX ao próximo nível

Na conferência anual em Denver, a Zendesk apresentou soluções que integram agentes e copilotos em uma força autônoma que deixa para os humanos as decisões mais complexas

As oportunidades do SaaSpocalipse

Tendências

As oportunidades do SaaSpocalipse

O discurso sobre a “morte do SaaS” está dando lugar a outra leitura: a redistribuição histórica de capital na economia de IA. Relatório do PitchBook projeta US$ 8 trilhões em rotação de gastos corporativos até 2030.

O retrato da Geração Z e millennials no trabalho: só 6% querem liderar

Tendências

O retrato da Geração Z e millennials no trabalho: só 6% querem lide...

Pesquisa anual da Deloitte mostra gerações pressionadas pelo custo de vida que adiaram decisões importantes, adotaram IA mais rápido que suas empresas e redefinem liderança, propósito e saúde mental no trabalho

Sustentabilidade corporativa em 2026: dizer menos, fazer mais

Tendências

Sustentabilidade corporativa em 2026: dizer menos, fazer mais

Pesquisa com mais de mil profissionais mostra que empresas continuam investindo em sustentabilidade, mas trocaram o discurso público pelo progresso silencioso

O modelo de VC está travado – e US$ 3 trilhões provam isso

Tendências

O modelo de VC está travado – e US$ 3 trilhões provam isso

Relatório do Fórum Econômico Mundial revela que 1.920 unicórnios privados concentram valor que os mercados públicos não conseguem mais absorver