Se nos últimos cinco anos a grande questão era onde trabalhar – casa, escritório ou modelo híbrido –, agora a discussão se desloca para quando trabalhar. Quase metade dos trabalhadores do conhecimento (47%) afirma não ter a flexibilidade desejada em seus horários de trabalho. Pelo menos 37% dizem que não aceitariam uma vaga em empresas que não oferecem horários flexíveis, de acordo com o relatório “2025 State of Hybrid Work”, da Owl Labs. Mais: 27% afirmam que aceitariam reduzir seu salário em 8% para trabalhar quatro dias na semana.
Falar de flexibilidade é falar de “quando”: quando começar a trabalhar, quando terminar o expediente, quando entregar demandas. Muitas empresas simplesmente ignoram a necessidade de estabelecer acordos claros, levando a arranjos individuais. A pesquisa mostra que 30% dos funcionários não têm hora definida para começar ou terminar o expediente, e 59% marcam compromissos pessoais durante o horário de trabalho, sendo que 38% chegam a dedicar até uma hora por dia a essas atividades (excluindo o horário de almoço). Esse fenômeno reflete a dissolução das fronteiras entre vida pessoal e profissional.
Se por um lado há pressão dos funcionários por mais flexibilidade, por outro existe o movimento silencioso de retorno aos escritórios. O relatório identifica o chamado “hybrid creep”, em que os dias exigidos no escritório aumentam gradualmente, mesmo sem mudanças formais de política.
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