Empresas que colocam gênero e avanço de carreira de mulheres no topo da agenda não apenas “fazem o certo”, elas andam mais rápido na prática. As organizações com maior representação feminina ao longo dos níveis (“high-performing companies”) registraram ganhos acelerados desde 2021 e, em 2025, exibem patamares bem mais altos de mulheres em posições de poder quando comparadas ao grupo de pior desempenho.
No recorte de 2025, a diferença é grande em todos os degraus: as empresas de alto desempenho contam com 63% de mulheres no nível de entrada, frente a 40% nas demais companhias. Olhando para gestão, elas ocupam 57% dos cargos, contra 33% em outras empresas. E quase metade (49%) chegam a cargos de VP nas empresas de melhor performance, em comparação com 29% nas demais organizações. No topo, estamos falando de 38% de mulheres em cargos C-Level frente a 23%. E o avanço acumulado entre 2021 e 2025 também favorece quem prioriza: o grupo de alta performance ganha acima de 10 p.p. em SVP (vs. +7 p.p. no bottom) e +7 p.p. no C-suite (vs. +1 p.p.).
O problema é que, justamente quando a evidência de que o foco gera resultado está posta, o estudo “Women in the Workplace 2025” identifica sinais de risco real de retrocesso. Em 2025, apenas metade das empresas diz priorizar o avanço de carreira das mulheres, dentro de uma tendência de alguns anos de queda no compromisso com a diversidade de gênero. E a diferença entre o discurso amplo e a prática específica fica explícita: embora a maioria declare que diversidade é prioridade e mais de 8 em 10 organizações se digam comprometidas com inclusão, o percentual que coloca “avanço na carreira das mulheres” como alta prioridade fica “bem abaixo”, e 54% aparecem como referência do estudo para esse indicador (além de 46% para avanço de mulheres de grupos sub-representados).
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