Já falamos muito de Amy Webb aqui, e das Emerging Tech Trends do Future Today Institute. Na última semana, elas voltaram a ficar em evidência, durante o SXSW Sessions On Demand, uma série semanal de webinars com os palestrantes da edição 2020 do festival, suspenso pela pandemia. Mais provocativa que nunca, Amy detalha as tendências nas quais devemos nos concentrar diante dos questionamentos sobre um novo normal, e compartilha alguns futuros plausíveis. “Há uma enorme oportunidade para uma nova economia de confiança tomar forma”, diz. “Em breve veremos uma série de novas ferramentas criadas para gerar e garantir – mas também manipular – nossa confiança”.
Para aqueles que buscam respostas “prontas” para o que fazer no cenário pós-pandemia, “Qual é o futuro?”, Amy responde com uma certa ironia. “Nós somos emocionalmente viciados em certeza, nós acreditamos que podemos controlar o futuro através da nossa certeza”. Segundo Amy, a pergunta correta para se fazer é “Quais são os futuros?”, assim no plural. Em seu relatório anual do Instituto Future Today, ela aponta 11 macro fontes de disrupção:
Estudo da Akamai mostra que 47% dos brasileiros já compraram durante uma oferta-relâmpago sem verificar se o site era seguro
Relatório da Pitchbook e da NVCA mostra recordes em captação, valuations e saídas, mas revela que a bonança está concentrada em poucos nomes — com a IA respondendo por 86% do capital investido no semestre
Os conselhos testam candidatos a CEO com simulações, exigem histórico de resultados com IA e priorizam habilidades como orquestração e humildade diante da transformação tecnológica
Estudos de Harvard e Stanford mostram que a IA só melhora o desempenho de um time quando contexto, papéis e cultura são redesenhados junto com a tecnologia e não depois dela
Relatórios do Crunchbase e da AWS mostram um 1° semestre com US$ 510 bilhões investidos em startups no mundo. As empresas nativas em IA atingem valuation bilionário em metade do tempo
Três relatórios globais sobre educação, recrutamento e gestão corporativa chegam à mesma conclusão: empresas e universidades dominam a tecnologia, mas ainda não sabem preparar as pessoas para usá-la
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