s
Aeroporto praticamente vazio durante crise do novo coronavírus Crédito: Lei Jiang/Unsplash
INOVAÇÃO

10 futuros possíveis depois da pandemia

A disrupção causada pelo novo coronavírus abriu um abismo de incertezas para empresas, que consultorias e futuristas estão tentado preencher

Uma das maiores disrupções da história moderna está acontecendo diante de nossos olhos - e há uma preocupação muito real de que estejamos sobrecarregados demais para fazer algo a respeito. Muitas coisas estão mudando contínua e rapidamente. E muitos já começam a se perguntar como será o novo normal pós-pandêmico. Se, provavelmente, dividiremos o mundo dos negócios em AC e DC (ante do coronavírus e depois do coronavírus), o que podemos esperar na nova era?

Há vários futuros possíveis. Todos, segundo a McKinsey, fruto da ação dos líderes empresariais em 5 estágios: Resolução, Resiliência, Retorno, Reimaginação e Reforma. Ou três, segundo a Deloitte: Responder, Recuperar e Sustentar.

No relatório da McKinsey Global Institute, o choque trazido pelos esforços para combater o vírus terão forte impacto na economia, talvez o maior em quase um século. Na Europa e nos Estados, isso deve levar a um declínio na atividade econômica em um único trimestre que se mostrará muito maior do que as perdas de salários experimentadas durante a Depressão de 1929. Portanto, frente a esses novos desafios, resiliência será a palavra de ordem. As empresas que esperam passar por essa crise devem gerenciar seu caixa com cuidado e planejar o que fazer após esse primeiro momento. A maior parte da população vai vivenciar problemas financeiros e tanto na esfera pública, quanto na privada, as lideranças deverão tomar decisões para equilibrar a economia e a sustentabilidade social.
Um ponto que o relatório traz ainda é que indivíduos, empresas e organizações terão de passar por um processo de reimaginar suas vidas, estruturas e operações. As mudanças terão impacto em como as pessoas vivem, como trabalham e como usam a tecnologia. Fica claro desde já que o mundo do consumo online será o grande foco das empresas. Mas outros efeitos podem se mostrar ainda mais significantes na busca pela eficiência frente ao requisito da resiliência - o fim da globalização da cadeia de fornecimento, por exemplo, se a produção e a busca por fornecedores se mover para mais perto do consumidor. A crise, portanto, revelará não apenas vulnerabilidade, mas oportunidades para melhorar a performance do negócio. Os líderes terão de reconsiderar quais custos são realmente fixos diante dos variáveis, devido ao fechamento de linhas de produção. A adoção de novas tecnologias será acelerada pelo aprendizado rápido sobre o que é necessário para manter produtividade quando a mão de obra não está disponível. Com um aprendizado: o que faz um negócio ser mais resistente a choques, mais produtivo e mais capaz de entregar o que o consumidor quer.

Jamie Metzl , futurista em tecnologia e saúde, especialista em geopolítica, empresário, autor do livro “Hacking Darwin: Genetic Engineering and the Future of Humanity”  acredita que podemos ter um mundo melhor, se prosseguirmos  com algumas tendências como a virtualização de algumas atividades e a automação de processos e serviços, sem perder de vista os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.A maioria diz que as consequências da pandemia proporcionarão uma oportunidade de aprender com inovações e experimentos sociais que vão desde o home office até a vigilância em larga escala. Ambas aparecem entre as 10 tendências listadas pelo futurista Rohit Bhatgava como as que caminham rapidamente para se tornar realidade pós pandemia. Completam a lista ideias que encontravam certa resistência antes como o ensino à distância, os restaurantes fantasmas (termo usado para descrever um restaurante apenas para cozinha que oferecia entrega em domicílio) e a entrega por drones.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

O mapa das tecnologias para 2026: do Quantum-safe aos tutores infinitos

Inovação

O mapa das tecnologias para 2026: do Quantum-safe aos tutores infinito...

Segurança pós-quântica, IA física, defesa acelerando inovação civil e educação personalizada traçam o roteiro estratégico para quem não pode ignorar 2026

O fim da fricção: a ascensão das empresas superfluidas e o futuro híbrido entre humanos e IA

Inteligência Artificial

O fim da fricção: a ascensão das empresas superfluidas e o futuro h...

Relatório da EY revela como IA agêntica, contratos inteligentes, robótica e neurotecnologias estão transformando empresas em ecossistemas autônomos e superfluídos

Open Insurance: seis desafios que jogam o avanço para 2028

Mercado

Open Insurance: seis desafios que jogam o avanço para 2028

Regulação lenta, foco curto-prazista e baixa qualidade dos dados explicam por que o OPIN perdeu ritmo e adiou em três anos o impacto prometido

Inovação aberta no Brasil: país entra em fase de transformação estrutural

Inteligência Artificial

Inovação aberta no Brasil: país entra em fase de transformação es...

Com 73% das empresas operando programas estruturados e 91% priorizando IA e dados, o país supera o ciclo experimental e transforma colaboração com startups em estratégia central de negócios

Consumidores querem mobilidade elétrica

Inovação

Consumidores querem mobilidade elétrica

Em meio à queda de braço sobre a eletrificação do planeta, os consumidores aceleram a troca de veículos a combustão por versões movidas a eletricidade. E o Brasil é um dos países que se destaca nas pesquisas globais sobre o tema.

A economia da confiança: por que as PMEs brasileiras travam diante da tecnologia

Tendências

A economia da confiança: por que as PMEs brasileiras travam diante da...

Mesmo com 99% digitalizadas, pequenas e médias empresas ainda não confiam nas ferramentas digitais — e isso limita adoção de IA, inovação e crescimento. Estudo do PayPal revela as causas e os caminhos para avança