O Banco Central (BC) e o Conselho Monetário Nacional (CMN) publicaram nesta segunda-feira, 04/05, a resolução que regulamenta o Open Banking no Brasil. Uma das principais apostas do BC para baixar a taxa de juros cobrada pelos bancos e incentivar a competição no mercado de crédito.
Na opinião dos reguladores, quanto mais informações as instituições financeiras têm à sua disposição sobre potenciais clientes, mais seguras elas se sentirão para oferecer empréstimos mais baratos. Por isso, o BC quer que os bancos compartilhem entre si dados como a renda dos clientes e o histórico de crédito, desde que haja consentimento prévio do cliente.
O modelo será obrigatório para os grandes e médios bancos, classificados pelos Banco Central como S1 e S2. Já os demais agentes de mercado, como fintechs, têm entrada optativa, mas uma vez dentro têm que compartilhar informações.
O cronograma de implementação anunciado tem os seguintes prazos:
Fase 1: Compartilhamento de informações sobre produtos e serviços por instituições participantes (prazo final em novembro de 2020);
Fase 2: Compartilhamento de dados básicos do cliente e transações (prazo final em maio de 2021);
Fase 3: Início dos pagamentos (prazo final em agosto de 2021);
Fase 4: Implementação de um escopo mais amplo de compartilhamento de dados, levando em conta pensões, câmbio, seguros, produtos de investimento, entre outros (Prazo final em outubro de 2021).
A receptividade foi boa. Na opinião de vários players, incluindo fintechs, reforçar o compromisso com o Open Banking, mesmo em um contexto pandêmico, é um sinal muito positivo, e coloca o Brasil em uma posição importante no contexto global da inovação financeira.
Vale ler também:
Relatório do Fórum Econômico Mundial revela que 1.920 unicórnios privados concentram valor que os mercados públicos não conseguem mais absorver
Na SAS Innovate 2026, Mike Blanchard detalhou como a camada de decisão inteligente vai redefinir o engajamento com clientes — e por que empresas que ainda medem volume estão ficando para trás
Com 68% dos consumidores usando IA nas compras, o relatório da McKinsey e do ICSC revela o novo imperativo do varejo físico: ou a loja tem uma missão clara ou ela não tem razão de existir
Estudos da Capgemini e do IBM Institute for Business Value com Adobe mostram que 84% das lideranças apostam em CX como motor de crescimento, mas apenas 34% dos dados coletados viram decisão — e a janela para agir em cima da intenção d...
Pesquisa com mais de 2.000 consumidores revela que o e-commerce brasileiro cresce, mas a tolerância a erros na jornada de compra nunca esteve tão baixa
O Brasil lidera as preferências: mais de 70% dos investidores globais o apontam como o destino mais atraente da América Latina
Aproveite nossas promoções de renovação
Clique aquiPara continuar navegando como visitante, vá por aqui.
Cadastre-se grátis, leia até 5 conteúdos por mês,
e receba nossa newsletter diária.
Já recebe a newsletter? Ative seu acesso
