O CEO da Nvidia, Jensen Huang, surpreendeu ao falar sobre resiliência em uma entrevista. “Pessoas com altas expectativas têm baixa resiliência, e a resiliência é importante para o sucesso... Não sei como te ensinar isso, exceto: 'Espero que o sofrimento aconteça com você'”. Sofrimento, neste caso, significa superar os momentos de adversidade que vêm para todos os CEOs, sejam de pequenas, médias, grandes ou gigantescas empresas, como é o caso de Huang. E passar por esses momentos e tirar lições é o que ajuda a construir resiliência.
O CEO resiliente não é apenas aquele que “sobrevive” à crise. Ele ou ela transforma a disrupção em oportunidade. Segundo estudo da McKinsey, 84% dos líderes se sentem despreparados para enfrentar futuras disrupções, e 60% dos conselheiros acreditam que suas empresas não estão prontas para o “próximo grande evento”. A sensação de “permacrise” – um estado constante de instabilidade – está redefinindo o papel do CEO, agora visto cada vez mais como um “Chief Resilience Officer”, na definição da consultoria.
Resiliência, no contexto corporativo, é a capacidade de se preparar para, responder a e tirar proveito das disrupções. A liderança resiliente vai além do controle emocional em momentos difíceis: é uma competência estratégica que molda a cultura da empresa, influencia decisões críticas e determina a capacidade de inovação e crescimento sustentável.
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