Identificar os talentos de alto potencial dentro da organização deveria estar na lista de prioridades não apenas da área de Pessoas e do RH, mas na pauta das conversas entre C-levels e nas reuniões do board. Só que não: um relatório recente do Talent Strategy Group mostra que falta critério, método e processo na identificação e desenvolvimento de talentos.
Para começar: 84% das empresas realizam avaliações regulares para medir o potencial de seus colaboradores, mas a precisão média com que acertam quem irá progredir é de apenas 44%. Isso significa que, na maioria das vezes, as organizações erram (e muito) em suas apostas sobre as pessoas que irão desempenhar funções mais complexas e de alto impacto.
Pelo menos 65% das empresas não oferecem diretrizes claras sobre quantos talentos podem ser designados como “altos potenciais”, abrindo espaço para vieses, favoritismos e inconsistência nas avaliações. Apenas 37% das organizações relatam que funcionários de alto potencial possuem um plano de desenvolvimento. Somente 42% das organizações fazem a avaliação até o nível 4, que é o nível CEO. E pensando em que tem que aplicar as avaliações, apenas 23% das organizações ofereceram treinamentos obrigatórios sobre como avaliar o potencial, e 27% não ofereceram qualquer treinamento.
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