s
O rótulo “alto potencial” ainda é usado como prêmio simbólico. Faltam critérios claros, transparência e reconhecimento para formar líderes de verdade (Crédito: Freepik)
TENDÊNCIAS

O erro das empresas em identificar talentos de alto potencial

Relatórios mostram que empresas erram em 56% das vezes ao prever quem vai progredir. Falta clareza, método e reconhecimento no desenvolvimento de talentos

Por Soraia Yoshida 31/08/2025

Identificar os talentos de alto potencial dentro da organização deveria estar na lista de prioridades não apenas da área de Pessoas e do RH, mas na pauta das conversas entre C-levels e nas reuniões do board. Só que não: um relatório recente do Talent Strategy Group mostra que falta critério, método e processo na identificação e desenvolvimento de talentos.

Para começar: 84% das empresas realizam avaliações regulares para medir o potencial de seus colaboradores, mas a precisão média com que acertam quem irá progredir é de apenas 44%. Isso significa que, na maioria das vezes, as organizações erram (e muito) em suas apostas sobre as pessoas que irão desempenhar funções mais complexas e de alto impacto. 

Pelo menos 65% das empresas não oferecem diretrizes claras sobre quantos talentos podem ser designados como “altos potenciais”, abrindo espaço para vieses, favoritismos e inconsistência nas avaliações. Apenas 37% das organizações relatam que funcionários de alto potencial possuem um plano de desenvolvimento. Somente 42% das organizações fazem a avaliação até o nível 4, que é o nível CEO. E pensando em que tem que aplicar as avaliações, apenas 23% das organizações ofereceram treinamentos obrigatórios sobre como avaliar o potencial, e 27% não ofereceram qualquer treinamento.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

A lacuna entre ambição e prontidão: o que seis estudos revelam sobre pessoas, liderança e IA

Tendências

A lacuna entre ambição e prontidão: o que seis estudos revelam sobr...

Protiviti, Careerminds, The Conference Board, Kyndryl, McKinsey e Metley chegam à mesma conclusão por caminhos diferentes: a tecnologia está pronta antes das pessoas e o RH que deveria liderar essa preparação é, com frequência, quem...

Só 47% dos CISOs sabem onde estão seus agentes de IA

Inteligência Artificial

Só 47% dos CISOs sabem onde estão seus agentes de IA

Pesquisa da Okta com 306 CISOs mostra que a infraestrutura de identidade é, ao mesmo tempo, o problema e a solução para controlar agentes de IA dentro das empresas

A IA começou a escrever genomas

Inteligência Artificial

A IA começou a escrever genomas

Modelos de linguagem genômica já conseguem projetar genomas virais funcionais. O avanço promete novas terapias e muda a escala do debate sobre biossegurança.

Cultura organizacional: como fechar o gap entre o que sua empresa promete e o que os funcionários vivem

Tendências

Cultura organizacional: como fechar o gap entre o que sua empresa prom...

Uma pesquisa com 300 profissionais de cultura e RH mostra que o problema não é falta de discurso — é a distância entre o que a liderança diz e o que ela recompensa, tolera e reforça todos os dias

Robôs para companhia emocional colocam IA Física dentro da sua casa

Inovação

Robôs para companhia emocional colocam IA Física dentro da sua casa

As vendas anuais de humanoides fabricados na China devem mais que dobrar em 2026, para cerca de 28.000 unidades

Carga cognitiva, o próximo KPI da gestão

Tendências

Carga cognitiva, o próximo KPI da gestão

Uma linha emergente de pesquisas começa a tratar "mental load" como recurso organizacional, com efeito direto sobre a qualidade das decisões.