s
De baterias a cibersegurança, passando por otimização de redes e sensoriamento de precisão, o relatório do Fórum Econômico Mundial traça o mapa da revolução quântica na energia (Crédito: Freepik)
INOVAÇÃO

Brasil pode lucrar com a crise do petróleo, mas o futuro exige tecnologia quântica

O FMI aponta o Brasil como beneficiário de curto prazo da alta energética global, mas a janela de oportunidade exige investimento em inovação para não se fechar

Por Soraia Yoshida 15/04/2026

O presente e o futuro existem simultaneamente. Mas poucas vezes olhamos para o que está acontecendo hoje e já encarando o que vamos viver mais para frente. A discussão sobre uma potencial crise energética levantada pelo relatório “Global Economy in the Shadow of War”, do Fundo Monetário Internacional (FMI), se chocou com dois relatórios sobre Tecnologias Quânticas e Energia, publicados no Dia Mundial Quântico, celebrado no dia 14 de abril. O que se vê é que o avanço de fontes sustentáveis de energia virou “cobertor curto” diante de um conflito geopolítico envolvendo o Oriente Médio. E que se não houver uma mudança, o risco que enfrentamos de uma escassez corre o risco de acontecer de novo e de novo.

Primeiro, o presente. O relatório “World Economic Outlook”, apresentado em primeira mão (o relatório completo será publicado em 30 de abril), mostra que a guerra entre Estados Unidos e Irã já custou cerca de 0,3 ponto percentual no crescimento global: o crescimento projetado para 2026 cai de 3,4%, que seria o número sem o conflito, para 3,1% no cenário de “referência”, que pressupõe um desfecho relativamente rápido das hostilidades.

Nos cenários alternativos, os impactos são mais graves. No cenário “adverso”, com petróleo a US$ 100 por barril, o crescimento global cai para 2,5%. No cenário “severo”, com o barril entre US$ 110 e US$ 125, o crescimento global se aproxima de 1,8%, no limiar da recessão. O FMI sinaliza que a trajetória atual se aproxima do cenário adverso. 

CADASTRE-SE GRÁTIS PARA ACESSAR 5 CONTEÚDOS MENSAIS

Já recebe a newsletter? Ative seu acesso

Ao cadastrar-se você declara que está de acordo
com nossos Termos de Uso e Privacidade.

Cadastrar

Para além do crescimento, o relatório destaca o risco inflacionário. O conflito elevou os preços do petróleo acima de US$ 100 por barril, fez o gás natural subir mais de 80% e pressionou os preços de fertilizantes. O FMI alerta que os bancos centrais devem estar vigilantes e evitar os erros dos anos 1970, quando as espirais inflacionárias e salariais devastaram economias ao redor do mundo. Em outras palavras, o relatório funciona como um sinal de alerta contra cortes de juros e uma advertência velada de que altas podem ser necessárias.

Olhando para esses cenários, o FMI indica que alguns países devem se sair melhores. E é aí que entra o Brasil.

 

Brasil: beneficiário de curto prazo, com ressalvas para 2027

Para a América Latina, o FMI projeta crescimento de 2,3% no cenário de referência para 2026. O número, contudo, mascara uma divisão profunda: o impacto da crise energética não se distribuirá de forma uniforme. O eixo central é a condição de cada país em relação à energia, se é um exportador líquido ou importador líquido.

O Brasil ocupa posição singular na análise do FMI. Como exportador líquido de petróleo e grande usuário de energia renovável, o país se beneficia diretamente da alta nos preços globais de energia. A projeção de crescimento para 2026 foi elevada para 1,9%, refletindo tanto o desempenho melhor do que o esperado em 2025 quanto o impulso de curto prazo gerado pelo conflito.

Entretanto, o relatório aponta que a realidade deve se impor em 2027. O avanço dos preços de fertilizantes, insumo crítico para o agronegócio brasileiro, tende a corroer margens no setor e pressionar a inflação doméstica. O ganho energético de curto prazo, portanto, não isenta o Brasil de desafios estruturais no médio prazo.

A leitura que se pode fazer aqui é que o Brasil tem, de novo, a enorme oportunidade de avançar em tecnologias para tornar seu grid mais eficiente e capaz de exportar o excedente. Além disso, os investimentos em pesquisa, que geraram o biodiesel, podem levar a soluções mais sustentáveis para substituir fertilizantes e garantir o crescimento do agronegócio, além de potencial fonte de exportação.

 

A energia no centro da agenda quântica

E agora o futuro, que está se aproximando cada vez mais rápido. A transição energética exige soluções complexas. A guerra, então, nem se fala. A tecnologia traz respostas, da integração de renováveis intermitentes em redes cada vez mais descentralizadas até a descoberta de novos materiais para baterias, catalisadores para hidrogênio verde e métodos mais eficientes de captura de carbono. A computação clássica, mesmo em escala hiperpotente, encontra limites estruturais nessas fronteiras. É nesse espaço que as tecnologias quânticas surgem como ferramentas complementares de alto potencial.

O relatório da S&P Global aponta que a demanda global de energia em data centers deve quase dobrar entre 2024 e 2030, turbinada pelo crescimento da IA. Esse dado reposiciona as tecnologias quânticas como ferramenta para resolver os desafios energéticos, mas principalmente como parte da conversa sobre os impactos computacionais sobre o próprio sistema de energia.

O WEF apresenta dados sobre expectativas de materialização das aplicações quânticas por subsegmento:

  • Energia elétrica e Redes: 61% em 5 anos, 32% em 10 anos e 6% em mais de 10 anos.
  • Petróleo e Gás: 33% em 5 anos, 57% em 10 anos, 10% em mais de 10 anos.
  • Utilities (electricidade, gás, água): 32% em 5 anos, 55% em 10 anos, 13% em mais de 10 anos.
  • Renováveis (solar, eólica, hidro, geo, bio): 13% em 5 anos, 84% em 10 anos, 3% em mais de 10 anos.

A infraestrutura de rede lidera a expectativa de adoção nos próximos 5 anos, com 61% dos respondentes vendo impacto nesse horizonte. Renováveis, por outro lado, têm a maior concentração de expectativas na janela de 10 anos, provavelmente porque as aplicações mais transformadoras (descoberta de materiais para células fotovoltaicas de próxima geração, por exemplo) dependem de hardware quântico mais maduro. 

A S&P Global observa que a adoção de tecnologias quânticas pode não ter um “momento ChatGPT”. Em vez disso, a implementação provavelmente crescerá ao longo de um período sustentado de vários anos, com diferentes aplicações amadurecendo em velocidades distintas.

O relatório “Quantum for Energy and Utilities: Key Opportunities for Energy Transition”, do Fórum Econômico Mundial (WEF), em parceria com a Aramco, identifica quatro motores principais para a adoção de tecnologias quânticas no setor de Energia e Utilities, com base em pesquisa com 65 participantes:

  1. Necessidade de resiliência e segurança – classificada como “alta” por 74% dos respondentes
  2. Pressões econômicas e competitivas – “alta” para 52%
  3. Mandato de descarbonização – “alta” para 39%
  4. Crescimento exponencial de dados – “alta” para 26%

Por trás dessas prioridades, há dados concretos de risco. O Departamento de Energia dos EUA alertou que, sob certos cenários de desativação de capacidade e crescimento de demanda, o risco de apagões pode aumentar significativamente até 2030, enquanto interrupções já custam às empresas americanas cerca de US$ 150 bilhões por ano. Em paralelo, relatórios de inteligência de ameaças indicam que 70% dos ataques cibernéticos de 2024 tiveram infraestruturas críticas como alvo, segundo o WEF.

No campo da digitalização, as implantações globais de medidores inteligentes (smart meters) devem superar 3 bilhões de unidades até 2030, ampliando exponencialmente os workloads de previsão e otimização, como o balanceamento de carga dependente de condições climáticas para fontes renováveis.

 

As quatro frentes de valor quântico para energia

O Fórum Econômico Mundial estrutura as oportunidades em quatro pilares de valor:

 

1.Aceleração de Materiais e Transição Energética

Uma das maiores promessas da Computação Quântica para o setor de energia é a simulação molecular, ou seja, resolver problemas que a computação clássica não consegue tratar com precisão suficiente para gerar resultados úteis.

Baterias: Melhorar a densidade de energia, segurança e velocidade de carregamento depende de novos materiais para eletrólitos e eletrodos. A Ford, em colaboração com a Quantinuum, desenvolveu um fluxo de trabalho para estudar materiais de cátodo de íons de lítio (LiCoO₂) usando algoritmos quânticos, quebrando o problema em modelos menores e inserindo um componente quântico onde a química é mais complexa. O objetivo não era simular uma partícula de bateria completa, mas demonstrar um caminho prático para a pesquisa de materiais que pode ser escalado à medida que o hardware evolui.

A IQM, fabricante de computadores quânticos, fez parceria com a Volkswagen para investigar a simulação de baterias em veículos elétricos. A IonQ, por sua vez, trabalhou com a Hyundai para desenvolver algoritmos VQE (Variational Quantum Eigensolver) voltados ao estudo de compostos de lítio e química de baterias.

Captura de Carbono: A TotalEnergies e a Quantinuum descreveram publicamente um fluxo de trabalho que estuda a ligação de CO₂ em uma estrutura metalorgânica (MOF – Metal-Organic Framework) de fumarato de alumínio. Os MOFs foram reconhecidos pelo Prêmio Nobel de Química de 2025 por suas redes porosas e ajustáveis que permitem a captura seletiva de CO₂. O método quântico foca no sítio ativo da molécula que captura o CO₂ e trata o restante da estrutura com métodos clássicos.

Solar e Eólica: Para o setor fotovoltaico, a Computação Quântica pode acelerar a descoberta de candidatos à absorção de luz, como as perovskitas, ao modelar dinâmicas de excítons e vias de transferência de carga com maior fidelidade. Para a energia eólica, algoritmos de otimização quântica e de inspiração quântica estão sendo explorados para otimizar o layout de turbinas em parques, minimizando os efeitos de esteira (wake effects) – um problema combinatório de alta dimensão. Um estudo publicado no Journal of Quantum Computing demonstrou a viabilidade de um algoritmo VQE híbrido para encontrar layouts ótimos em instâncias menores.

 

2.Otimização Operacional

A gestão de redes elétricas, cadeias de fornecimento e mercados de energia envolve problemas de otimização combinatória que escalam exponencialmente com a complexidade. Este é o terreno onde os sistemas quânticos atuais – ainda imperfeitos  – já mostram sinais de utilidade.

Fluxo de Potência Ótimo (OPF): O problema de despacho de geradores em redes de alta tensão é computacionalmente difícil, e as operações reais frequentemente usam modelos simplificados. A E.ON, em parceria com a D-Wave, testou métodos quânticos para cenários de redes com alta penetração de renováveis. Segundo o WEF, 76% dos respondentes identificaram a otimização de fluxos em redes de alta tensão como a principal aplicação quântica de curto prazo na área de transmissão.

Carregamento Inteligente de Veículos Elétricos: A EDF e a Pasqal implementaram experimentalmente um caso de uso de carregamento inteligente de EVs na plataforma de átomos neutros da Pasqal, executando um componente de otimização baseado em quantum annealing com até 100 qubits. O projeto posiciona o trabalho como um desafio híbrido de previsão e otimização para a futura orquestração de sistemas de energia. A IonQ, em parceria com o Oak Ridge National Laboratory (ORNL), sob o programa GRID-Q do Departamento de Energia dos EUA, demonstrou uma formulação híbrida quântico-clássica para o problema de comprometimento de unidades (Unit Commitment), executada no sistema IonQ Forte Enterprise de 36 qubits, em uma instância com 26 geradores e horizonte de 24 horas.

Agendamento de frotas V2G: A E.ON e a IBM desenvolveram um modelo de aprendizado de máquina para prever ações próximas do ótimo no agendamento de carregamento e descarregamento de frotas de EVs em programas veículo-para-rede (V2G), relatando valores de objetivo comparáveis aos do solver CPLEX clássico, mas com menor tempo de execução – possibilitando re-otimizações mais frequentes conforme as condições da rede variam. Em paralelo, investigaram métodos quânticos de kernel com mitigação de erros (técnica BFT – bit flip tolerance), relatando cerca de 80% de acurácia com mitigação versus aproximadamente 33% sem mitigação em experimentos com mais de 40 qubits, escalando até 156 qubits com desempenho próximo aos baselines clássicos.

Rotas de GNL: A ExxonMobil e a IBM Research documentaram uma colaboração focada na formulação do roteamento de inventário marítimo de GNL como um problema de roteamento de veículos com janelas de tempo (VRP), analisando quais formulações matemáticas são mais adequadas para execução em fluxos de trabalho quânticos ou híbridos.

 

3.Segurança e Resiliência da Infraestrutura

A ameaça de segurança quântica é a aplicação mais imediata e urgente da tecnologia quântica para o setor de energia. Não porque os computadores quânticos já sejam poderosos o suficiente para quebrar criptografia, mas pela estratégia conhecida como “harvest now, decrypt later” (HNDL): atacantes capturam dados criptografados hoje, armazenam, e descriptografam quando computadores quânticos suficientemente potentes estiverem disponíveis. Para infraestruturas críticas com ativos de vida útil longa (décadas), esse risco é imediato. O US NIST (National Institute of Standards and Technology) finalizou padrões de criptografia pós-quântica (PQC) e orientações de migração, e a transição para PQC é considerada o passo quântico mais imediato para o setor, segundo o relatório do WEF.

Em termos de casos práticos:

  • A Verbund, maior fornecedora de eletricidade da Áustria, realizou em 2024 um teste de campo com tecnologias de comunicação quântica segura, usando hardware da Hitachi Energy e sistemas QKD da ID Quantique. O projeto estabeleceu comunicação segura por QKD entre uma usina e uma subestação via fibra ótica aérea, em condições reais de operação.
  • No Chattanooga Electric Power Board (EPB), em parceria com o Oak Ridge National Laboratory (ORNL), Los Alamos National Laboratory (LANL) e a Qubitekk (agora parte da IonQ), foi conduzido um piloto de QKD usando fótons entrelaçados em um segmento isolado da rede de fibra da concessionária, incluindo um testbed dedicado de 21 quilômetros separado da infraestrutura operacional.

O Fórum Mundial indica que 88% dos respondentes identificaram o desenvolvimento de um roteiro de segurança quântica como a ação mais prioritária na dimensão de segurança e conformidade.

 

4.Monitoramento e Sensoriamento de Precisão

O sensoriamento quântico já tem aplicações operacionais ou em estágio avançado de piloto em várias frentes do setor energético.

Detecção de metano: A Repsol Sinopec Resources UK testou o lidar de metano da QLM Technology no Terminal de Petróleo de Flotta, na Escócia, em 2023. Ao longo de uma semana, dois sistemas foram instalados em plataformas de até 20 metros de altura, detectando e quantificando emissões de metano, incluindo vazamentos menores e intermitentes que as inspeções convencionais não capturam.

Gravimetria quântica: A Exail comercializou o gravímetro quântico absoluto (AQG), baseado em interferometria de átomos frios, para mapeamento subsuperficial e monitoramento de reservatórios e locais de armazenamento. O instrumento oferece medições de gravidade absolutas e contínuas, sem os problemas de deriva mecânica dos gravímetros convencionais – uma vantagem crítica para o monitoramento de longo prazo. A Aramco documentou progresso no uso de sistemas híbridos D-Wave para aprimorar imagens sísmicas em volumes 3D, melhorando a identificação de características geológicas em dados ruidosos. O teste foi conduzido em dados sísmicos 2D devido a limitações atuais de hardware, mas mostrou melhorias promissoras em velocidade e qualidade de imagem.

Detecção de vazamentos em dutos: A Sydney Water, em colaboração com a New South Wales Smart Sensing Network (NSSN), Australian National University (ANU) e University of Canberra, conduziu uma iniciativa de sensoriamento quântico para detectar vazamentos em dutos enterrados medindo variações de densidade no solo circundante. O projeto inclui planos para desenvolvimento de um protótipo de sensoriamento quântico pela ANU com a empresa Nomad Atomics.

Medição de recursos eólicos: Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China (USTC), parte da Academia Chinesa de Ciências, desenvolveram um protótipo de sistema lidar atmosférico com interferência quântica para medições de vento de longo alcance. Em testes de campo, reportaram medições de campos de vento até 16 quilômetros com 70 microjoules por pulso e sensibilidade de detecção aproximadamente sete vezes superior aos métodos convencionais.

 

O roteiro estratégico: três horizontes

Baseado nas respostas de sua comunidade de especialistas, o WEF propõe um roteiro de adoção em três estágios:

Estágio 1 – Dentro de 2 anos (80% dos respondentes priorizam selecionar 2-3 casos de uso piloto; 80% recomendam definir orçamento dedicado):

  • Selecionar 2 a 3 casos de uso de alto impacto vinculados a problemas organizacionais reais
  • Realizar pilotos de baixo risco com critérios mensuráveis de sucesso
  • Iniciar avaliação de prontidão para criptografia pós-quântica
  • Criar grupo de trabalho multifuncional
  • Rodar pelo menos um piloto conjunto com parceiros externos (60% indicam essa ação)

Estágio 2 – 3 a 5 anos (79% recomendam incorporar quantum à estratégia corporativa):

  • Incorporar quantum nos roteiros digitais, de OT e de segurança
  • Escalar os pilotos com melhores resultados, vinculando orçamentos a KPIs
  • Implementar criptografia pós-quântica e iniciar rollout de QKD
  • Construir equipes internas especializadas com funções permanentes

Estágio 3 – Além de 5 anos (75% recomendam normalizar a inovação contínua em torno do quantum):

  • Tratar quantum como parte permanente do stack tecnológico, ao lado de HPC e IA
  • Alcançar status plenamente quantum-safe
  • Implantar sensoriamento quântico em escala
  • Coordenar padrões, aquisições e regulação no nível setorial

A S&P Global complementa com recomendações similares para líderes do setor de energia:

  • Preparar-se agora para ambientes de computação híbrida, onde sistemas quânticos complementam workflows clássicos e baseados em IA
  • Engajar-se precocemente com fornecedores, provedores de nuvem, institutos de pesquisa e governos
  • Alinhar a exploração quântica com casos de uso prioritários de energia (otimização, modelagem, materiais)
  • Investir no desenvolvimento de talentos
  • Integrar proativamente o planejamento de cibersegurança pós-quântica nos sistemas críticos

 

Os principais obstáculos à adoção

O Fórum Econômico Mundial mapeou os principais desafios para adoção de tecnologias quânticas no setor de energia e utilities. Entre os desafios técnicos, 62% dos respondentes classificaram escalabilidade, taxa de erro e maturidade de hardware como obstáculos de alta relevância. Na dimensão estratégica, 58% apontaram alto custo de adoção e ROI pouco claro como barreiras significativas.

Os demais desafios identificados pelos respondentes incluem:

  • Pessoas e ecossistema (lacuna de talentos, colaboração): classificado como “alto” por 50% e “moderado” por 50%
  • Dados e integração (complexidade dos modelos, interoperabilidade): “alto” para 40%, “moderado” para 52%
  • Segurança e conformidade (infraestrutura crítica, barreiras regulatórias): “alto” para 20%, “moderado” para 52%

A escassez de talentos é um problema de praticamente todos os setores – e aqui não seria exceção. Os atuais funcionários em empresas de tecnologias quânticas frequentemente têm doutorado em Física, Mecânica Quântica ou Mecânica Fotônica. Com a Computação Quântica escalando, a falta de uma força de trabalho qualificada pode limitar o progresso. Isso implica na proliferação de parcerias entre fornecedores quânticos e instituições de ensino, hackathons e programas de alcance educacional.

Do ponto de vista de integração, a questão de dados e sistemas legados pode ser um obstáculo maior do que os próprios algoritmos. Experimentos úteis dependem de modelos de rede limpos e dados operacionais de qualidade, que precisam se conectar às plataformas OT e IT de longa duração usadas para controle e planejamento.

Brasil pode lucrar com a crise do petróleo, mas o futuro exige tecnologia quântica

Inovação

Brasil pode lucrar com a crise do petróleo, mas o futuro exige tecnol...

O FMI aponta o Brasil como beneficiário de curto prazo da alta energética global, mas a janela de oportunidade exige investimento em inovação para não se fechar

O mercado de satélites nunca mais será o mesmo

Tendências

O mercado de satélites nunca mais será o mesmo

A corrida pelo domínio dos satélites entra em nova fase: como Amazon, Starlink e Hawkeye 360 estão redesenhando um mercado de US$ 22 bilhões

O retorno do capital inteligente: América Latina no radar dos investidores globais

Tendências

O retorno do capital inteligente: América Latina no radar dos investi...

O Brasil lidera as preferências: mais de 70% dos investidores globais o apontam como o destino mais atraente da América Latina

América Latina resiste à crise global de engajamento – e o Brasil surpreende

Tendências

América Latina resiste à crise global de engajamento – e o Brasil...

A região lidera na esperança, mas o estresse ainda pesa. Para as lideranças empresariais, os dados revelam tanto oportunidades quanto alertas que exigem ação imediata

Futuro do trabalho: sete sinais de resiliência organizacional

Tendências

Futuro do trabalho: sete sinais de resiliência organizacional

Relatório da Gallup com 128 mil trabalhadores mostra que o verdadeiro gargalo da transformação digital está na liderança, não nos algoritmos

Cibersegurança virou tema de conselho, mas os boards ainda estão atrasados

Segurança

Cibersegurança virou tema de conselho, mas os boards ainda estão atr...

A cibersegurança deixou de ser apenas uma questão técnica. Entenda como conselhos de administração precisam evoluir para governar riscos digitais na era da IA