s
Na DeepSeek, os principais cargos técnicos são preenchidos basicamente por recém-formados ou profissionais que se formaram há um ou dois anos (Crédito: Solen Feyissa/Unsplash)
INOVAÇÃO

O que sua empresa pode aprender com o modelo de trabalho da DeepSeek

A empresa chinesa que surpreendeu o mercado de Inteligência Artificial e passou a frente da OpenAI e da Meta valoriza muito a pesquisa, o conhecimento e a criatividade

A empresa chinesa DeepSeek deu um tremendo chacoalhão no cenário de Inteligência Artificial ao propor um modelo de IA mais leve, eficiente e aberto. As três características, aliás, também se aplicam a seu modelo de trabalho. Com uma cultura organizacional que valoriza muito a pesquisa, o conhecimento e a criatividade, a DeepSeek vai na contramão do modus operandi da maioria das empresas chinesas.

As empresas do setor de tecnologia da China operam em um regime conhecido como “996”, que se traduz por jornadas de trabalho das 9h às 21h, seis dias por semana. Como explica J.S. Tan, candidato ao PhD no programa de desenvolvimento internacional do MIT, neste artigo para o China Talk, essa cultura surgiu durante a ascensão da economia digital no país em meados de 2000 e ainda prevalece em muitas empresas. “Os funcionários são mantidos sob rédeas curtas, sujeitos a requisitos rigorosos de apresentação de relatórios (muitas vezes enviando relatórios semanais ou até mesmo diários)”, explica.

As empresas de tecnologia chinesas, por sua vez, estabelecem KPIs exigentes e praticam o “stack ranking”, um sistema de gestão de desempenho que coloca os colaboradores em eterna competição. Tamanha pressão ajudou a fomentar uma força de trabalho resiliente, porém muito menos inovadora. Na “força bruta”, é possível alcançar resultados, mas na maratona da tecnologia, sem inovação não há resultado que mantenha a liderança.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

“Deixa rolar”: o método de Mel Robbins para líderes sobreviverem à era da IA sem enlouquecer a equipe

Carreira

“Deixa rolar”: o método de Mel Robbins para líderes sobreviverem...

Na SAS Innovate 2026, a autora mostrou como a Teoria do "Deixa Para Lá" pode transformar a maneira como líderes lidam com estresse, resistência à mudança e a pressão de uma aceleração tecnológica que só vai aumentar

SAS Brasil aposta em governança e IA confiável

Inteligência Artificial

SAS Brasil aposta em governança e IA confiável

Em entrevista durante o SAS Innovate 2026, o Country Leader Brazil André Novo explica a nova estrutura da empresa, fala sobre as tecnologias que já estão em produção no Brasil — e as que ainda precisam esperar — e revela por que vi...

Aos 50 anos, SAS aposta em IA Agêntica, Gêmeos Digitais e Computação Quântica

Inteligência Artificial

Aos 50 anos, SAS aposta em IA Agêntica, Gêmeos Digitais e Computaç�...

No SAS Innovate 2026, a empresa trouxe suas apostas tecnológicas e culturais que devem guiar os próximos anos da empresa: IA Agêntica com governança integrada, simulação industrial com Gêmeos Digitais e uma plataforma para democratiz...

O líder que chega ao topo não é o que a equipe quer seguir

Tendências

O líder que chega ao topo não é o que a equipe quer seguir

A maioria (84%) dos profissionais brasileiros quer líderes emocionalmente controlados: o que esta pesquisa revela sobre a lacuna da liderança no país

IA sem gestão não entrega: gargalo virou execução, contexto e gestão

Inteligência Artificial

IA sem gestão não entrega: gargalo virou execução, contexto e gest...

Quase oito horas são perdidas na semana em atrito e apenas 12% dos funcionários dizem que o trabalho de fato mudou

Soft skills, inglês e IA: o triplo desafio que trava o mercado de Tecnologia no Brasil

Tendências

Soft skills, inglês e IA: o triplo desafio que trava o mercado de Tec...

Pesquisa Ford e Datafolha aponta falta de conhecimento técnico como principal gargalo na contratação, mas a escassez de habilidades comportamentais, o domínio do inglês e a velocidade da adoção de IA complicam ainda mais o cenário