Uma cultura de experimentação se faz com ideias, pessoas, ferramentas e testes práticos para provar hipóteses até encontrar a melhor solução para um problema. Mas também precisa se sustentar no compromisso da organização de não tratar a iniciativa como fogo de palha – tipo “fizemos um teste, pronto”. A cultura de experimentação precisa de tempo e repetição para ser construída: ao longo do tempo, os experimentos vão resultar em inúmeras pequenas mudanças que, de forma coletiva, vão gerar enormes benefícios para a companhia, aponta Stefan Thomke, autor de “Experimentation Works: The Surprising Power of Business Experiments”, lançado em 2020.
“A lição é que não é tão importante se qualquer experimento é bem-sucedido ou se falha; o que importa é como as decisões são julgadas sob incerteza em uma organização”, escreve o professor de Administração de Empresas na Harvard Business School em artigo para a HBR. “As decisões não devem ser baseadas apenas na fé ou na opinião pessoal. Se podem ser testadas, eles deveriam ser”.
Começar uma cultura de experimentação requer duas coisas: dados e adesão dos executivos – ou seja, buy-in. Os dados ajudarão a ganhar o apoio da liderança e com líderes a bordo, é possível ter um programa de otimização para entender o valor dessa cultura e quais potenciais benefícios trará para os negócios. “A cultura de experimentação realmente começa com os executivos abraçando o desconhecido, incentivando os funcionários de toda a empresa a contribuir com ideias e considerando as falhas como entradas de dados e uma parte natural do processo”, defende a estrategista Annie Stone.
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