s
Uma cultura de experimentação se faz com ideias, pessoas, ferramentas e testes práticos para provar hipóteses até encontrar a melhor solução para um problema Crédito: Pexels
GESTÃO

Construindo uma cultura de experimentação nos negócios

As empresas tendem a alocar tempo e dinheiro de teste para grandes iniciativas, ignorando pequenas ideias que, em conjunto, podem ter um impacto maior com menos risco

Por Soraia Yoshida 21/02/2022

Uma cultura de experimentação se faz com ideias, pessoas, ferramentas e testes práticos para provar hipóteses até encontrar a melhor solução para um problema. Mas também precisa se sustentar no compromisso da organização de não tratar a iniciativa como fogo de palha – tipo “fizemos um teste, pronto”. A cultura de experimentação precisa de tempo e repetição para ser construída: ao longo do tempo, os experimentos vão resultar em inúmeras pequenas mudanças que, de forma coletiva, vão gerar enormes benefícios para a companhia, aponta Stefan Thomke, autor de “Experimentation Works: The Surprising Power of Business Experiments”, lançado em 2020.

“A lição é que não é tão importante se qualquer experimento é bem-sucedido ou se falha; o que importa é como as decisões são julgadas sob incerteza em uma organização”, escreve o professor de Administração de Empresas na Harvard Business School em artigo para a HBR. “As decisões não devem ser baseadas apenas na fé ou na opinião pessoal. Se podem ser testadas, eles deveriam ser”.

Começar uma cultura de experimentação requer duas coisas: dados e adesão dos executivos – ou seja, buy-in. Os dados ajudarão a ganhar o apoio da liderança e com líderes a bordo, é possível ter um programa de otimização para entender o valor dessa cultura e quais potenciais benefícios trará para os negócios. “A cultura de experimentação realmente começa com os executivos abraçando o desconhecido, incentivando os funcionários de toda a empresa a contribuir com ideias e considerando as falhas como entradas de dados e uma parte natural do processo”, defende a estrategista Annie Stone.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

O hype de IA está distorcendo o julgamento dos conselhos (e os CEOs estão preocupados)

Inteligência Artificial

O hype de IA está distorcendo o julgamento dos conselhos (e os CEOs e...

Mais da metade dos CEOs ouvidos pelo BCG diz que seus conselhos confundem narrativa midiática com realidade operacional da IA; 60% acreditam que estão sendo pressionados a agir rápido demais

Pessoas antes de trimestres: o que a SAS sabe sobre cultura que o mercado ainda está aprendendo

Entrevista

Pessoas antes de trimestres: o que a SAS sabe sobre cultura que o merc...

Com 28 anos de empresa e quase uma década como CHRO, Jenn Mann revela o que mantém a SAS privada, sólida e admirada num setor que muda a cada ciclo.

Work Trend Index 2026: cultura corporativa vale mais que talento individual na era dos agentes de IA

Inteligência Artificial

Work Trend Index 2026: cultura corporativa vale mais que talento indiv...

Com dados de 20.000 profissionais em 10 países, o novo relatório da Microsoft revela que fatores organizacionais explicam o dobro do impacto da IA em relação ao esforço pessoal

Como empresas líderes transformam habilidades em resultado de negócio

Tendências

Como empresas líderes transformam habilidades em resultado de negóci...

Pesquisa da Deloitte com 87 organizações mostra que não existe modelo universal de talentos — mas existe uma sequência que funciona

“Deixa rolar”: o método de Mel Robbins para líderes sobreviverem à era da IA sem enlouquecer a equipe

Carreira

“Deixa rolar”: o método de Mel Robbins para líderes sobreviverem...

Na SAS Innovate 2026, a autora mostrou como a Teoria do "Deixa Para Lá" pode transformar a maneira como líderes lidam com estresse, resistência à mudança e a pressão de uma aceleração tecnológica que só vai aumentar

O líder que chega ao topo não é o que a equipe quer seguir

Tendências

O líder que chega ao topo não é o que a equipe quer seguir

A maioria (84%) dos profissionais brasileiros quer líderes emocionalmente controlados: o que esta pesquisa revela sobre a lacuna da liderança no país