s
O foco do CFO está nas iniciativas digitais que vão estabelecer bases críticas para um futuro autônomo Crédito: Unsplash
GESTÃO

CFO: novos papéis e mais possibilidades

O Chief Financial Officer enfrenta um dilema: de um lado, a corrida para a transformação digital, e do outro estar aberto a novos papéis

Por Soraia Yoshida 25/04/2022

Liderança, dinheiro e operações. Durante décadas, ser uma organização bem-sucedida dependia de colocar o foco nessas três áreas principais. Isso está mudando e bem rapidamente, de acordo com análises da Robert Half e Korn Ferry.

Na nova era dos C-levels, há espaço para o Diretor de Conhecimento, o Diretor de Propósito e até o Diretor de Alegria. Empresas como Pepsi contam agora com Chief Medical Officer ou um Chief Global-Impact Officer, no caso do McDonald’s. Segundo a Deloitte, “esses novos papéis que estamos vendo são os CEOs reagindo ao que está impactando nosso pessoal”. Da mesma forma, os C-levels mais tradicionais – Chief Financial Officer e Chief Operational Officer – estão passando por mudanças no design de suas funções que trazem enormes desafios, mas também abrem imensas possibilidades. O CFO que o diga.

Em um cenário incerto, com alta de preços, problemas na cadeia global de suprimento e a necessidade de atualização constante que vem com a transformação digital, os CFOs estão correndo para avançar com a agenda digital, como aponta o relatório do Gartner. Segundo dados publicados no início do ano, 82% dos diretores financeiros disseram que seus investimentos em digital estão acelerando, superando os investimentos em outras áreas, como talentos, cadeia de suprimentos, serviços de negócios ou ativos fixos. Mas o desafio continua sendo como transformar investimentos para a função empresarial e financeira em ganhos digitais para a organização. O foco está nas iniciativas digitais que vão “estabelecer bases críticas para um futuro autônomo – um em que as operações financeiras sejam cada vez mais impulsionadas por hiperautomação, inteligência artificial, blockchain e computação quântica, reduzindo a necessidade de intervenção humana”.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

O fim do sistema de comando e controle

Entrevista

O fim do sistema de comando e controle

Dani Plesnik, diretora de Talent & Culture da Deloitte aposta na criação de um ambiente de trabalho emocionalmente seguro, menos hierárquico. Um espaço para conexão que viabilize o trabalho em rede. "Não é rocket science", diz ela....

Teletrabalho: adoção ignora legislação

Gestão

Teletrabalho: adoção ignora legislação

Lei 14.442/22 foi sancionada, porém, em nada favoreceu a busca das empresas por uma equação que equilibre a produtividade e o bem estar dos trabalhadores em ambiente remoto ou híbrido.

A Inteligência Cultural (CQ) é indispensável às empresas

Liderança

A Inteligência Cultural (CQ) é indispensável às empresas

Porque no ambiente de negócios de hoje, já não é aceitável apenas valorizar ou entender a própria cultura ou ponto de vista. Devemos ser pensadores estratégicos com uma visão diversa de mundo.

O desafio laboral da realidade virtual

Gestão

O desafio laboral da realidade virtual

Pesquisadores mapeiam desconfortos físicos e psicológicos que, hoje, impedem a produtividade neste ambiente. Frustração, fadiga visual, enxaqueca, náusea e ansiedade são citados.

Trabalho flexível: startups fazem o match entre freelancers e empresas

Tendências

Trabalho flexível: startups fazem o match entre freelancers e empresa...

Marketplaces de profissionais apostam na formação de squads com profissionais independentes para acelerar o desenvolvimento dos projetos nas organizações.

Energia, desmatamento e net zero: foco ESG das corporações, em 2022

Sustentabilidade

Energia, desmatamento e net zero: foco ESG das corporações, em 2022

Europa lidera a corrida pela redução de emissões e China começa a despertar para as metas de 2050