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A guerra de talentos chegou ao Deep Tech

As empresas americanas e europeias estão disputando por talentos em diversas áreas em torno do setor de TI.

Por Soraia Yoshida 25/09/2024

Existe uma guerra aberta entre Europa e Estados Unidos. O conflito envolve talentos em Deep Tech – o que inclui IA, Computação Quântica, semicondutores e materiais avançados – e as empresas e órgãos governamentais não fazem segredo de que o vencedor levará muito mais do que as batatas.

A disputa é alimentada pela escassez de talentos nessas áreas. De acordo com o relatório "Deep-Tech Talent War 2024", da Zeki, a criação de novas startups de tecnologia profunda na América do Norte e na Europa diminuiu consideravelmente após uma década de rápida expansão. Em 2023, apenas 13 novas empresas foram formadas, frente a 566 novas empresas fundadas em 2017. As razões para esse declínio incluem incerteza econômica, aumento dos custos de capital e consolidação do mercado. O ponteiro não se mexeu com esforços governamentais, como a Lei de Redução da Inflação dos EUA e a Lei CHIPS, para incentivar a inovação em tecnologia profunda.

As startups norte-americanas crescem duas vezes mais rápido que as europeias. Nos Estados Unidos, as startups do segmento costumam empregar mais de 250 funcionários em uma média de 11 anos, em comparação com 20 anos das startups europeias. A explicação está no melhor acesso ao capital e também estratégias corporativas mais agressivas, que envolvem a aquisição de startups menores.

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