O Brasil é um dos mercados mais sofisticados entre as economias emergentes quando se trata de pagamentos. O Pix lidera em inclusão e conversão, os cartões dominam alto valor e parcelamento, o parcelamento impulsiona receita e ticket médio e a recorrência evolui com o Pix Automático e anual parcelado. As pequenas e médias empresas estão se digitalizando via bancos digitais e Pix. E as stablecoins se consolidam como instrumento financeiro relevante.
Esse é o cenário que emerge do relatório “The Local Pulse of Global Pyaments”, do EBANX, mostrando um país que não escolheu entre cartão e pagamentos instantâneos e sim pela integração de sistemas, adicionando novas camadas para tornar os pagamentos cada vez mais fluidos e sem fricção.
O estudo analisa como cartões, meios alternativos de pagamento (APMs), infraestrutura de conta a conta (A2A) e stablecoins estão redesenhando a experiência digital em regiões como América Latina, África e Sudeste Asiático. A análise destaca que os APMs deixaram de ser ferramentas de pagamento único para se tornarem infraestruturas completas de recorrência.
No Brasil, o Pix consolidou-se como infraestrutura central da economia digital. Segundo o relatório:
Em outros mercados:
Apesar da ascensão do Pix, os cartões seguem centrais no Brasil:
No entanto, o grande diferencial brasileiro está no parcelamento. O modelo de pagamento em parcelas continua sendo uma engrenagem fundamental da economia digital brasileira. Dados do relatório mostram que:
Além disso, em um cenário de desvalorização cambial de 20% frente ao dólar, o parcelamento ajudou a preservar o poder de compra e sustentar o crescimento. O relatório mostra que ignorar o parcelamento na América Latina, principalmente no Brasil, significa abrir mão de parte substancial do mercado potencial.
Lançado em julho de 2025, o Pix Automático representa a nova fase da infraestrutura instantânea brasileira. O relatório mostra que o modelo não canibaliza cartões, ele amplia a base de consumidores recorrentes. Isso acontece porque o modelo do Pix Automático é construído sob lógica de defesa do consumidor:
Apesar da curva inicial de aprendizado, os resultados já são expressivos:
Em termos de recorrência no cartão, as empresas de assinatura no Brasil estão migrando de cobranças mensais recorrentes para planos anuais pagos em parcelas. A razão é operacional:
O desafio, porém, está no limite de crédito:
Ainda assim, o modelo tem se mostrado eficiente para estabilizar o churn e melhorar a previsibilidade de receita.
O impacto do Pix no Brasil vai além do consumo e atinge também o B2B. Segundo o relatório do EBANX:
O Brasil mostra que a inclusão empresarial ocorre via múltiplos trilhos: Pix, boleto e cartões convivem.
O Brasil é o principal mercado cripto da América Latina. Dados relevantes do relatório mostram que:
No Brasil, a predominância de stablecoins reforça o uso como ferramenta de proteção cambial e instrumento para compras internacionais. Quando se olha para o ecossistema de pagamentos, fica claro que o futuro é híbrido, técnico e permeado por soluções locais, que atendem a demanda dos negócios brasileiros.
Pix supera cartões no e-commerce, parcelamento impulsiona receita, SMEs aceleram via bancos digitais e stablecoins ganham protagonismo cambial.
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