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Ter uma força de trabalho treinada e dotada das habilidades necessárias para dar conta do futuro do trabalho requer programas massivos de Aprendizagem e Desenvolvimento Crédito: Priscilla Du Preez/Unsplash
GESTÃO

Treinamento integrado ao trabalho traz um retorno maior

Desenvolver as habilidades dos colaboradores pode se tornar mais lucrativo ao inserir a aprendizagem no fluxo do trabalho

Por Soraia Yoshida 18/07/2022

Ter uma força de trabalho treinada e dotada das habilidades necessárias para dar conta do futuro do trabalho requer programas massivos de Aprendizagem e Desenvolvimento (L&D, na sigla em inglês), como já apontou o relatório “Future of Jobs” do Fórum Econômico Mundial. Programas de reskilling se tornou um imperativo econômico e precisam fazer parte da estratégia de desenvolvimento, mas existe o desafio de integrar essas jornadas no “fluxo do trabalho”. Quanto mais integradas, mais baixo vai ficando esse muro que separa o trabalho da aprendizagem.

Segundo um levantamento, apenas 10% dos US$ 200 bilhões gastos todos os anos em treinamento e desenvolvimento corporativo nos Estados Unidos apresentam resultados. Neste artigo, o professor Bruce Rudy, da Universidade do Texas, indica os desafios mais comuns:

  • Os treinamentos geralmente ocorrem fora da organização, dificultando a tradução do que é aprendido em sala de aula em aplicações reais no local de trabalho.
  • Os treinamentos tendem a exigir que o aluno invista uma quantidade substancial de seu próprio tempo, enquanto ainda espera cumprir todas as suas obrigações de trabalho regulares.
  • O ônus de aplicar o aprendizado é normalmente colocado no aluno, com acompanhamento mínimo do instrutor após a conclusão do treinamento.

Na outra ponta está a possibilidade de que essa aprendizagem faça parte do flow do trabalho. Uma pesquisa da Josh Bersin apontou que os funcionários que passam tempo aprendendo no trabalho têm 47% menos chances de ficarem estressados ​​e 39% mais chances de se sentirem produtivos e bem-sucedidos do que aqueles que não o fazem. Ao ganhar novas habilidades e perceber que podem resolver problemas, esses colaboradores sentem sua autoestima aumentar. O empoderamento os torna mais ativos na construção de suas próprias habilidades, através de aprendizado autodirigido e exercitam e aprendem mais em equipes que trabalham com projetos.

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