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A pressa imposta pelo formato promocional, mais do que a falta de informação, é o que abre a brecha para o fraudador
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Pressa e promoções-relâmpago levam consumidor brasileiro a abrir mão da segurança

Estudo da Akamai mostra que 47% dos brasileiros já compraram durante uma oferta-relâmpago sem verificar se o site era seguro

Mesmo ressabiado por fraudes digitais, o consumidor brasileiro acaba abrindo mão da segurança quando o relógio da promoção-relâmpago está correndo. Segundo um levantamento da Akamai, 47% dos brasileiros já compraram durante uma oferta-relâmpago sem verificar se o site era seguro, apesar de 85% dos entrevistados afirmarem temer golpes online. A pressa imposta pelo formato promocional, mais do que a falta de informação, é o que abre a brecha para o fraudador.

Por conta do apetite por vantagens imediatas, 51% dos consumidores brasileiros compartilhariam dados pessoais em troca de benefícios como desconto ou frete grátis. Ou seja, a decisão de expor informações sensíveis não é necessariamente inconsciente e sim muito mais uma troca que o próprio consumidor está disposto a fazer, mesmo sabendo do risco.

A exposição ao risco já deixou marcas: quase três em cada quatro entrevistados foram vítimas de fraude ou conhecem alguém que foi. Os golpes mais comuns são compras não entregues (46%), falsos atendimentos ao cliente (41%), clonagem de cartão (29%) e comprometimento de dispositivos, relatado por quase metade da amostra. O medo que mais assombra o consumidor, porém, é o acesso não autorizado à conta bancária (45%).

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Diante disso, os entrevistados são claros sobre o que esperam das empresas: notificações de transação em tempo real (67%), políticas de reembolso claras para fraude ou cobrança em duplicidade (57%) e autenticação em dois fatores nos pagamentos (53%). O levantamento aponta que as marcas precisam equilibrar velocidade e confiança. E ainda que a conscientização sobre fraudes esteja aumentando, a evolução do comportamento dos consumidores continua introduzindo novas vulnerabilidades ao longo do processo de transação digital.

A pressa passa, a fraude fica

O que leva a essa pressa? Os principais fatores de decisão de compra são promoções (25%), variedade de produtos (22%) e conveniência (20%). Quase 90% se guiam por avaliações de outros clientes, e mais de dois terços dizem ser influenciados por conteúdos de marcas nas redes sociais, um ecossistema de gatilhos que se soma à pressão do tempo. As ofertas-relâmpago recebidas por e-mail, aplicativo ou marketplace influenciam quase 80% dos entrevistados, e essa dinâmica se concentra em datas específicas: a Black Friday sozinha responde por mais de 40% das compras anuais, e as festas de fim de ano somam outros 25%, exatamente os momentos em que o volume de transações, e a exposição a fraudes, dispara.

O comércio digital brasileiro é cada vez mais mobile first: 41% dos entrevistados usam o smartphone como principal canal de compra. Nos pagamentos, 80% recorrem a cartão de crédito ou Pix, reforçando a migração para transações instantâneas e com menos fricção. As categorias mais compradas no último ano foram roupas e vestuário (64%), beleza e cuidados pessoais (49%) e eletrônicos (31%).

Segundo o “Mapa da Fraude” da Serasa Experian, o e-commerce brasileiro evitou 110.867 tentativas de fraude somente em maio de 2026, o que preveniu um prejuízo estimado em R$ 107,6 milhões, média de R$ 3,5 milhões por dia. O valor médio das tentativas fraudulentas foi de R$ 945,80, quase 70% acima do ticket médio das compras legítimas (R$ 559,59), sinal de que o fraudador mira transações de maior valor. Beleza, Calçados e Saúde lideraram as tentativas barradas no período.

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