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Crédito: Pixabay
INOVAÇÃO

Pensar e executar no curto prazo atrapalha a inovação (e os ganhos)

Nas crises e na hora de rever planos, é muito comum que os projetos de longo prazo sejam sacrificados em lugar de outros que podem “agradar” mais ao board e aos stakeholders

Por Soraia Yoshida 07/03/2021

Para inovar e criar valor, as organizações precisam olhar com cuidado onde vão colocar seu capital no longo prazo. Investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D) é o que alimenta essa cadeia de valor e integrada a uma estratégia matadora, impulsionar a companhia para abrir novas frentes de negócios. Como quase tudo é bastante complexo no mundo das empresas, ainda que os gastos globais com P&D tenham aumentado gradativamente nos últimos anos, os retornos têm diminuído. Por quê?

Um estudo da Harvard Law School Forum on Corporate Governance – Funding the Future: Investing in Long-Horizon Innovation (Financiando o Futuro: Investindo na Inovação de Horizonte mais Longo, em tradução livre) – aponta que esse declínio estaria sendo causado pela aplicação de uma mentalidade de curto prazo. O que especialistas chamam de short termism, que poderíamos chamar de miopia estratégica de curto prazo.

Em 2020, o CFA Institute, a associação de profissionais de gestão de investimentos, estimou em US$ 79 bilhões por ano os lucros perdidos das empresas que compõem o S&P 500, devido a iniciativas focadas no curto prazo. Entre as conclusões do estudo “Short Termism Revisited” destaca-se que as companhias que deixaram de investir em pesquisa e desenvolvimento, dispêndios de capital e despesas administrativas e com vendas tiveram um desempenho basicamente inferior em comparação com seus concorrentes no médio prazo (três a cinco anos).

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