s
Investimentos em negócios de impacto ambiental estão conquistando os bancos e ganhando novas regras Crédito: Unsplash
ESG

O wake up call das finanças verdes

Bancos públicos e privados estão colocando em sua ordem do dia os investimentos em negócios de impacto socioambiental positivo

Por Rosane Serro 15/08/2022

É possível que os financistas apostem que, das tendências apontadas para o setor bancário pelo evento FEBRABAN TECH 2022 – realizado pela Federação Brasileira de Bancos, na última semana, em São Paulo - a balança penderá para a inteligência artificial e o open finance. Entretanto, nenhuma delas será mais premente do que o apoio aos investimentos em negócios de impacto socioambiental positivo. Esta é a ordem do dia nos bancos públicos e privados e os executivos que estiveram presentes reafirmaram a missão.

No painel “O papel dos bancos na agenda climática: como tirar os compromissos de neutralidade de carbono do papel”, organizado no primeiro dia do evento, Antônio José Barreto de Araújo Júnior, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil deixou clara a estratégia da instituição neste segmento: operações de crédito com valores mais baixos, análise do público e oferecimento de melhores carência e prazo, a fim de consolidar o acesso do pequeno empreendedor para melhorar o seu negócio.

“Quando fazemos isso, geramos renda, essa pessoa progride e cria-se um círculo virtuoso. Eu ataco o social, mas fecho a operação financeira do outro lado. Tudo caminha junto no compromisso com a agenda ESG”, explicou ele. Marcelo Pasquini, head de Sustentabilidade do Bradesco garantiu que “tudo o que fazemos no nosso dia a dia tem componentes associados à agenda ESG”. Mas o CEO da instituição, Octavio de Lazari foi bem mais incisivo na abertura do evento, ao afirmar que o Brasil não alcançará a sustentabilidade econômica sem alcançar a social e especificou: “Sem a base, ou seja, educação, saúde, equilíbrio social, não conseguiremos evoluir no ambiental e na governança.”

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis e tenha acesso a 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Entrevista

"Tudo que fazemos em inovação é para a agenda de sustentabilidade"

Com o lançamento de um fundo de corporate venture capital de US$ 70 milhões, a Suzano sai em busca das Deep Techs para acelerar sua estratégia de "inovabilidade", explica Julio Ramundo.

Nem todo verde é green

Sustentabilidade

Nem todo verde é green

Autoridades de vários países aumentam o cerco contra o greenwashing. O Brasil segue sem um arcabouço regulatório satisfatório que mapeie todo o ciclo do processo, contando apenas com medidas isoladas.

O wake up call das finanças verdes

ESG

O wake up call das finanças verdes

Bancos públicos e privados estão colocando em sua ordem do dia os investimentos em negócios de impacto socioambiental positivo

Por que todo mundo tem que ser ESG?

O Shift da Questão

Por que todo mundo tem que ser ESG?

Um programa ESG robusto pode abrir acesso a grandes volumes de capital, construir uma marca corporativa mais forte e promover o crescimento sustentável de longo prazo, beneficiando empresas e investidores

Por Cristina De Luca, João Ortega, Silvia Bassi e Soraia Yoshida