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Crédito: André François McKenzie (Unsplash)

TENDÊNCIAS

O que pode dar errado com o bitcoin?

Quem pretende investir em mercados de risco precisa entender profundamente quais as vantagens, desvantagens, riscos e possíveis benefícios

Por Cristina De Luca 07/03/2021

A resposta mais honesta para a pergunta do título é o pesadelo de todo investidor: uma queda muito grande, depois de uma alta grande como a que vem acontecendo agora. O valor da criptomoeda pode flutuar abruptamente. Por isso é possível ganhar (mas também perder) fortunas. A volatilidade é constante, em um mercado ainda não regulado, sem mecanismos de proteção adequados e muito sujeito a ser manipulado, hackeado e fraudado. Portanto, um mercado de altíssimo risco. Razões pelas quais investidores mais conservadores fogem do bitcoin como o diabo da cruz.

Apesar disso, 2021 começou com um forte interesse institucional em criptomoedas, sobretudo bitcoin, refletindo um movimento que já havia se intensificado em 2020. Empresas como Microsoft, AT&T, Overstock.com e Twitch adotaram o bitcoin como forma de pagamento. Investidores institucionais sérios, fundos de hedge e outros participantes financeiros sofisticados – como Grayscale Bitcoin Trust, MicroStrategy, Square e PayPal, entre outros – ingressaram no mundo cripto. Em maio, o investidor bilionário Paul Tudor Jones endossou publicamente o bitcoin como uma proteção potencial contra a inflação. O que levou dezenas de instituições a investirem na moeda.

O movimento mais recente, da Tesla, em fevereiro deste ano, agitou ainda mais o mercado. A empresa de Elon Musk comprou US$ 1,5 bilhão em bitcoins, e informou à Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM norte-americana) que o fez para “ter mais flexibilidade para diversificar ainda mais e maximizar o retorno sobre o caixa”, que no fim de 2020 somava mais de US$ 19 bilhões. Maluquice? Foi o que o mundo inteiro se perguntou. Até por que, o movimento vai no caminho oposto do que tradicionalmente se considera uma reserva de valor.

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