Meritocracia é uma das palavras mais usadas – e menos compreendidas – no mundo corporativo. A ideia de que indivíduos devem progredir com base em mérito, e não em características pessoais ou conexões, está no centro das promessas de justiça organizacional. No entanto, práticas mal estruturadas podem transformar a meritocracia em paradoxo: ao invés de promover equidade, acabam reforçando desigualdades históricas, como explica o professor Emilio J. Castilla, do MIT Sloan School of Management.
Seu estudo publicado na nova edição da MIT Sloan Management Review revela três alertas importantes:
Castilla propõe um modelo baseado em “talent analytics”, o que implica um ciclo contínuo de coleta, análise e revisão de dados de pessoas, capaz de identificar distorções e corrigir trajetórias injustas. Trata-se de transformar intuição em evidência, opinião em diagnóstico, e boa intenção em ação efetiva.
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