A integração da Inteligência Artificial Generativa (GenAI) nas estratégias, processos e operações das organizações se assemelha muito a um jogo: duas casas para frente, uma casa para trás. O movimento para frente: ganhos em produtividade em empresas que se empenharam em construir um ambiente em que a IA e os colaboradores trabalham como cocriadores ou colegas. O passo para trás: o aumento da carga de trabalho em empresas que esperam resultados de pessoas que ainda têm dificuldade em usar a IA.
No "paradoxo da produtividade da IA", os avanços tecnológicos superam os ganhos em produtividade. Vamos aos fatos: 96% dos líderes C-level esperam que a IA aumente a produtividade. Mas o que boa parte dos funcionários diz é exatamente o contrário, como mostra a pesquisa do Upwork Research Institute. Pelo menos 77% dos funcionários dizem que a chegada da IA só aumentou seu trabalho.
Essa desconexão é resultado da introdução da IA em modelos de trabalho desatualizados, que não são capazes de liberar todo o seu potencial, aponta o instituto. Vários estudos indicam que os colaboradores é que puxaram o processo de uso da IA. Chegaram as lideranças e exigiram que os funcionários usassem ferramentas de IA para aumentar sua produção (37%). Já 39% das empresas exigiram que os funcionários usassem ferramentas de IA e outros 46% incentivaram suas equipes a usar ferramentas, mas sem exigir que fizessem isso.
Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.
Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.
É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.
A maioria (84%) dos profissionais brasileiros quer líderes emocionalmente controlados: o que esta pesquisa revela sobre a lacuna da liderança no país
Quase oito horas são perdidas na semana em atrito e apenas 12% dos funcionários dizem que o trabalho de fato mudou
Pesquisa Ford e Datafolha aponta falta de conhecimento técnico como principal gargalo na contratação, mas a escassez de habilidades comportamentais, o domínio do inglês e a velocidade da adoção de IA complicam ainda mais o cenário
Três em cada quatro empresas admitem que não conteriam um ciberataque significativo sem paralisar as operações. O risco agora é de continuidade do negócio
Quase três em cada quatro organizações admitem não ter gente nem tempo para sustentar uma cultura de aprendizagem. O problema é de infraestrutura, intencionalidade e, sobretudo, de coragem para fazer escolhas
Para Borja Castelar, ex-diretor do LinkedIn na América Latina e autor de “Human Skills”, a ascensão da Inteligência Artificial não torna o ser humano obsoleto. Pelo contrário: a IA empurra as habilidades humanas para o centro das c...
Aproveite nossas promoções de renovação
Clique aquiPara continuar navegando como visitante, vá por aqui.
Cadastre-se grátis, leia até 5 conteúdos por mês,
e receba nossa newsletter diária.
Já recebe a newsletter? Ative seu acesso
