s
Foto: Jelleke Vanooteghem no Unsplash
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

IA tem muito a aprender com os bebês

A forma como eles aprendem pode desbloquear a próxima geração de Machine Learning

A Inteligência Artificial fez progressos surpreendentes nos últimos anos, dominando uma gama crescente de tarefas que incluem agora videogames Atari, jogos de tabuleiro como xadrez e Go, problemas científicos como dobramento de proteínas e modelagem de linguagem. Ao mesmo tempo, o sucesso nesses domínios tornou cada vez mais claro que algo fundamental ainda está faltando. Em particular, os sistemas de IA de última geração ainda lutam para capturar o conhecimento que orienta a previsão, inferência e ação em cenários humanos cotidianos.

Há décadas há um debate contínuo na comunidade de IA sobre o quanto precisamos entender o cérebro humano para gerar um cérebro artificial. Algumas pessoas acreditam que construir um chip com elementos que funcionem como neurônios e depois conectá-los nos levará à verdadeira IA, a AGI. Outras, que insights específicos do aprendizado infantil podem ser aplicados de forma frutífera ao aprendizado de máquina.

Explorar o cérebro de bebês, por exemplo, pode inspirar computadores a "intuir" sobre como as coisas ao seu redor se comportam, diz a DeepMind, e também a aprender com conjuntos de dados mais ricos, que capturam como o mundo está parecendo, soando, cheirando, provando e sentindo, propõem pesquisadores do Trinity College Dublin. O objetivo das duas equipes é dar às máquinas a mesma trajetória de desenvolvimento dos bebês, que aprendem experimentando o mundo ao seu redor, às vezes vendo algo apenas uma vez.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Por que a agenda do CEO em 2026 começa antes da Inteligência Artificial

Tendências

Por que a agenda do CEO em 2026 começa antes da Inteligência Artific...

Infraestrutura, processos e pessoas se tornam o verdadeiro teste de maturidade para escalar IA com impacto real nos negócios

Engenharia e P&D sob pressão: custos sobem, decisões atrasam

Inteligência Artificial

Engenharia e P&D sob pressão: custos sobem, decisões atrasam

Relatório global da Capgemini mostra por que tecnologia não é mais o gargalo — e como a lentidão organizacional ameaça a competitividade.

Empresas que priorizam mulheres avançam mais rápido — e o risco agora é andar para trás

Tendências

Empresas que priorizam mulheres avançam mais rápido — e o risco ag...

Dados do Women in the Workplace 2025 mostram que organizações com mais mulheres na liderança performam melhor, mas alertam para um possível retrocesso no avanço feminino

Se 2025 foi o ano do caos, 2026 será o ano do teste definitivo da governança

Segurança

Se 2025 foi o ano do caos, 2026 será o ano do teste definitivo da gov...

O ano em que ataques hackers, fraudes bilionárias, falhas de governança, bebidas adulteradas e deepfakes expuseram os limites das estruturas de segurança no Brasil e no mundo

Por Fernando Fleider
A IA já funciona. Mas tem um problema estrutural

Inteligência Artificial

A IA já funciona. Mas tem um problema estrutural

A tecnologia amadureceu. Porém, organizações, processos e governança não acompanharam a velocidade da IA em escala.

Treinar para reter: por que aprendizado virou fator decisivo para manter talentos em 2026

Tendências

Treinar para reter: por que aprendizado virou fator decisivo para mant...

Dados mostram que treinamento e desenvolvimento pesam cada vez mais na decisão de ficar ou sair de uma empresa — e que o maior gargalo não é orçamento, mas tempo para aprender