s
CARREIRA

Fuja do paradoxo da performance

Cuidado. Você pode estar se sabotando procurando não errar, perseguindo metas limitantes, inatingíveis sem um grande esforço, e acabar sem energia para o que realmente importa

O foco constante na execução de tarefas que exigem alta performance pode levar ao esgotamento e à estagnação, em vez de à melhoria. Um paradoxo, identificado pelo consultor Eduardo Briceño em seu novo livro "The Performance Paradox: Turning the Power of Mindset into Action". A principal razão é que um foco exclusivo no alto desempenho leva à miopia, falta de inovação, aversão a riscos e investimentos insuficientes no futuro da organização. Portanto, ao lado do desempenho, há uma segunda coisa em que as organizações de sucesso precisam focar: o aprendizado.

O equilíbrio certo entre aprendizado e performance é difícil de alcançar. Varia de organização para organização, e ao longo do tempo. Mas é algo necessário, se quisermos prosperar no mundo complexo e em rápida mudança de hoje, sustenta Briceño.

“Há a zona de aprendizagem, a zona de desempenho, e o momento em que fazemos as duas coisas juntas. Muitas vezes as pessoas falam sobre isso como aprender fazendo, mas a realidade é que não aprendemos apenas fazendo. Se apenas fizermos algo, isso não nos levará realmente a aprender. Mas podemos aprender enquanto fazemos”, explica. Quando os riscos são altos e os erros custam muito caro, mudamos para a nossa zona de desempenho e isso é apropriado e precisamos fazer isso quando os riscos são altos.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Copiloto ou farol? O dilema do RH diante da era da IA Agêntica

Tendências

Copiloto ou farol? O dilema do RH diante da era da IA Agêntica

Dois grandes relatórios de 2026 — da McKinsey e do Talent Strategy Group — revelam uma função de RH tecnicamente em transição e humanamente fraturada: só 11% das empresas planejam talento no longo prazo, a adoção de IA patina em...

Desconexão no trabalho: o custo da IA e da falta de conexão humana

Tendências

Desconexão no trabalho: o custo da IA e da falta de conexão humana

Estudos da Workday e da KPMG mostram que a qualidade dos vínculos interpessoais prediz engajamento, confiança e saúde mental — e está sendo corroída em silêncio

O retrato da Geração Z e millennials no trabalho: só 6% querem liderar

Tendências

O retrato da Geração Z e millennials no trabalho: só 6% querem lide...

Pesquisa anual da Deloitte mostra gerações pressionadas pelo custo de vida que adiaram decisões importantes, adotaram IA mais rápido que suas empresas e redefinem liderança, propósito e saúde mental no trabalho

Susan David: “O desconforto é o preço de entrada para uma vida com significado”

Carreira

Susan David: “O desconforto é o preço de entrada para uma vida com...

A psicóloga de Harvard defende que líderes precisam aprender a enxergar melhor no escuro — e que a falsa positividade corporativa tem outro nome: negação

CEO X board: quando o conselheiro atrapalha mais do que ajuda

Carreira

CEO X board: quando o conselheiro atrapalha mais do que ajuda

Dois estudos mapeiam os tipos de conselheiros que comprometem a governança corporativa e propõem, cada um a partir de sua perspectiva, formas práticas de lidar com eles

O efeito bumerangue das demissões por IA: empresas que cortaram estão recontratando (e pagando mais caro)

Inteligência Artificial

O efeito bumerangue das demissões por IA: empresas que cortaram estã...

Uma onda de organizações que demitiu em nome da IA está refazendo o caminho, só que agora com custos 27% maiores, equipes que perderam a confiança na liderança e o conhecimento institucional que foi embora junto com os funcionários