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Carolina Ignarra Sócia fundadora da Talento Incluir (divulgação)

ENTREVISTA

A inclusão é disruptiva

Carolina Ignarra, sócia fundadora da Talento Incluir e formada em Educação Física, trabalha para apoiar a inclusão de pessoas com deficiência como profissionais e também como consumidores, em mais de 300 empresas.

Por Silvia Bassi 23/08/2019

Nem toda inovação é disruptiva. Mas é hora agora de combinar que nem toda disrupção precisa ser tecnológica. Se a tecnologia está mudando negócios e transformando empresas, a cultura corporativa, que busca "fosterizar" ambientes inovadores e pessoas que conseguem pensar "por que não?", precisa ser inclusiva e diversa. Mas quando o assunto é a Lei das Cotas para Deficientes, as empresas derrapam na curva e perdem grandes chances de agregar novos olhares disruptores em suas equipes.

Em 2004, Carolina Ignarra, formada em Educação Física, e pós-graduada em dinâmicas dos grupos e especialista em neuroaprendizagem, começou a receber propostas de trabalho e ligações de recrutadores que lhe ofereciam emprego como atendente ou secretária em outras companhias. As propostas não faziam sentido, já que Carolina, paraplégica aos 22 anos por causa de um acidente de moto, seguia uma carreira de sucesso como responsável por todo o programa de ginástica laboral de uma grande empresa.

"Foi aí que eu percebi que as propostas vinham de empresas que estavam tentando preencher as cotas exigidas pela lei, que tinha entrado em vigor naquele ano, sem olhar para minhas competências ou formação profissional. Fiquei indignada", diz Carolina. A indignação deu espaço para a ruptura: "decidi que era preciso mudar essa visão equivocada e comecei a elaborar palestras para atacar o problema".

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