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Crédito: Reprodução Internet

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

IA possibilita a criação de um filme que é diferente a cada vez que é visto

Para o diretor e o produtor, "Agence" é um “filme dinâmico” que usa aprendizado por reforço para criar seus personagens animados. Para os espectadores, uma narrativa interativa em RV

Por Redação The Shift 07/10/2020

Contar histórias é uma das maiores ferramentas da humanidade e a Inteligência Artificial está prestes a ser outra. Combinadas por Pietro Gagliano, cineasta e fundador do estúdio Transitional Forms, em Toronto, essas duas ferramentas viabilizaram a criação do curta “Agence”, que explora uma velha máxima, presente em muitas obras de ficção científica e importante lição para muitos engenheiros: a de que não é só porque podemos fazer algo que devemos fazer.

O argumento é curioso: nós, humanos, transformados em uma força onipresente e impulsionada pelo live arbítrio, capaz de determinar o destino de criaturas (agentes) geradas por IA.

Para viabilizá-lo, Pietro pensou na criação de um universo algorítmico onde criaturas geradas por IA vivem em perfeita harmonia, até o espectador chegar e começar a interferir, plantando flores mágicas que modificam o comportamento delas. Todas as criaturas foram previamente treinadas por engenheiros humanos, usando aprendizagem por reforço – um sistema de metas e recompensas que permite as pensar e agir por conta própria. Portanto, também é possível optar pela não ação, e apenas assistir o desenrolar dos fatos.

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A narrativa é conduzida por três autores: os realizadores, que estabelecem a estrutura e o ambiente da narrativa; as criaturas, agentes inteligentes usando aprendizagem por reforço ou um script; e o visualizador, que pode interagir com o sistema para interferir na simulação. Isso faz com que “Agence” seja um filme diferente a cada vez que é visto, com humanos e máquinas inteligentes moldando a experiência uns dos outros.

Como o primeiro filme que usa o aprendizado por reforço para controlar seus personagens animados, Pietro acredita que a obra possa apontar caminhos para o futuro do cinema. Nesse making of ele conta, em detalhes, como conseguiu combinar pessoas, recursos, conceitos e tecnologias para gerar o que considera ser uma contribuição culturalmente relevante para o desenvolvimento de futuros seres virtuais e formas de vida artificiais.

Pietro já ganhou um Emmy por uma experiência de RV em 2015. Agora, ele e o produtor David Oppenheim, do National Film Board of Canada, buscam dar visibilidade para o “Agence”, que estreou no Festival Internacional de Cinema de Veneza no mês passado e foi lançado esta semana para assistir/jogar via Steam, uma plataforma de videogame online disponível para dispositivos móveis e PCs.

Com base em seus aprendizados ao longo do desenvolvimento da “Agence”, o Transitional Forms e o NFB estão planejando a criação de ferramentas de treinamento de IA. Também estão convidando colaboradores, engenheiros e entusiastas com mentalidade técnica na comunidade de IA para usar as ferramentas de produção open source disponibilizadas no GitHub para tentar treinar as pequenas criaturas! O objetivo é que esses colaboradores possam alterar a maneira como elas aprendem, fornecendo recompensas ligeiramente diferentes ou alterando a estrutura de suas redes.

A decisão da NFB e da Transitional Forms de abrir a tecnologia por trás do “Agence” para que as pessoas treinem seus próprios cérebros é um grande passo para a produção de filmes movidos a IA”, disse à XR Must o produtor David Oppenheim.

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