Healthtechs ainda estão fortemente concentradas no B2B, mas depois da pandemia o B2C pode expandir pelo interesse dos pacientes/clientes. Há no setor também uma percepção maior da importância na questão da segurança cibernética, comenta Guilherme Rabello, Gerente de Inovação do InovaInCor - Instituto do Coração - InCor e Fundação Zerbini. Tivemos um boom de startups de healthtech entre 2015 e 2016, com desaceleração brutal das iniciativas nos últimos dois anos, nos disse. Portanto, um reaquecimento do setor seria bem-vindo.
A entrevista de Rabello é um dos destaques do mais recente relatório de HealthTech da Fisher, reunindo dados de fontes diversas como a OCDE, a CB Insights, a Accenture, a Philips e a Distrito. Na sua opinião, há boas oportunidades para empreendedores em áreas como telemonitoramento da saúde, com avanço nos modelos assistenciais de desospitalização e homecare.
De acordo com o relatório, a atual digitalização do setor tem focado principalmente em 3 pilares: redução de custos e das ineficiências; melhora na experiência de pacientes e profissionais da área; e maior assertividade e velocidade nos diagnósticos e tratamentos. A tendência é que o monitoramento de índices de saúde seja cada vez mais constante, gerando cada vez mais dados, proporcionando tratamentos mais assertivos e personalizados, diminuindo erros de diagnóstico.
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