s
Na era da economia da identidade, a psicoterapeuta Esther Perel analisa como nossa criação, valores e padrões moldam comportamentos no trabalho e por que líderes devem cultivar inteligência relacional (Crédito: Divulgação)
TENDÊNCIAS

Quando a vida pessoal atravessa o crachá: as lições de Esther Perel sobre trabalho

Em tempos de economia da identidade, trabalho é mais do que sustento: é espaço de pertencimento, propósito e conexão. Esther Perel revela como isso transforma as relações nas empresa

Por Soraia Yoshida 23/05/2025

Falar em vida pessoal e vida profissional torna-se cada vez mais difícil em um mundo ultraconectado. Melhor seria falar na versão de currículo que levamos para o trabalho: o “currículo oficial”, que reúne nossas habilidades técnicas, experiência e vivências; e o “currículo não oficial”, composto por nossa história relacional. “Sempre levamos nossa história relacional para o trabalho, só não fazemos isso conscientemente”, afirma a psicoterapeuta belga-americana Esther Perel.

Em sua apresentação em São Paulo durante o Flash Humanidades 2025, Esther falou sobre as relações que temos com o trabalho, que mudaram tanto nos últimos anos, principalmente após a pandemia. “Hoje, o trabalho não é apenas onde você ganha dinheiro para viver, mas onde busca significado, pertencimento e comunidade”, explicou a autora de “Casos e Casos”. Segundo Esther, vivemos uma transformação radical: “Saímos da economia da produção, passamos pela economia de serviços e agora estamos na economia da identidade”. O trabalho, que antes era um meio de sobrevivência, tornou-se o lugar onde as pessoas buscam propósito e desenvolvimento pessoal.

Esse fenômeno é amplificado pelo adiamento da constituição familiar: “Hoje, há um hiato de dez anos entre terminar os estudos e formar uma família. Nesse intervalo, o trabalho passa a concentrar todas as necessidades: financeira, social, comunitária”, explicou.

As quatro chaves para as relações no trabalho

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

“Deixa rolar”: o método de Mel Robbins para líderes sobreviverem à era da IA sem enlouquecer a equipe

Carreira

“Deixa rolar”: o método de Mel Robbins para líderes sobreviverem...

Na SAS Innovate 2026, a autora mostrou como a Teoria do "Deixa Para Lá" pode transformar a maneira como líderes lidam com estresse, resistência à mudança e a pressão de uma aceleração tecnológica que só vai aumentar

SAS Brasil aposta em governança e IA confiável

Inteligência Artificial

SAS Brasil aposta em governança e IA confiável

Em entrevista durante o SAS Innovate 2026, o Country Leader Brazil André Novo explica a nova estrutura da empresa, fala sobre as tecnologias que já estão em produção no Brasil — e as que ainda precisam esperar — e revela por que vi...

Aos 50 anos, SAS aposta em IA Agêntica, Gêmeos Digitais e Computação Quântica

Inteligência Artificial

Aos 50 anos, SAS aposta em IA Agêntica, Gêmeos Digitais e Computaç�...

No SAS Innovate 2026, a empresa trouxe suas apostas tecnológicas e culturais que devem guiar os próximos anos da empresa: IA Agêntica com governança integrada, simulação industrial com Gêmeos Digitais e uma plataforma para democratiz...

Quando a IA já compra por você, para que serve uma loja?

Tendências

Quando a IA já compra por você, para que serve uma loja?

Com 68% dos consumidores usando IA nas compras, o relatório da McKinsey e do ICSC revela o novo imperativo do varejo físico: ou a loja tem uma missão clara ou ela não tem razão de existir

2050 em quatro cenários: que tipo de futuro viveremos nos próximos 25 anos

Tendências

2050 em quatro cenários: que tipo de futuro viveremos nos próximos 2...

O relatório "Beyond Tomorrow", do BCG Henderson Institute, traça quatro futuros plausíveis para 2050 a partir de mais de 100 megatendências e um século de dados. E alerta que as decisões dos próximos cinco anos moldarão os próximos...

O líder que chega ao topo não é o que a equipe quer seguir

Tendências

O líder que chega ao topo não é o que a equipe quer seguir

A maioria (84%) dos profissionais brasileiros quer líderes emocionalmente controlados: o que esta pesquisa revela sobre a lacuna da liderança no país