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Mesmo após bater recorde em 2024, setor enfrenta pressões e precisa mudar. BCG aponta caminhos como ETFs ativos, ativos privados e IA (Crédito: Freepik)
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ETFs ativos e ativos privados ganham espaço na nova era da gestão de ativos

Fusões, tokenização e mentalidade de custo zero moldam o futuro de um setor que precisa mais do que recuperação para sobreviver

O setor global de gestão de ativos precisa se reinventar. Mesmo encerrando 2024 com um resultado histórico de US$ 128 trilhões em ativos sob gestão (AuM), uma alta de 12% em relação ao ano anterior, muita coisa precisa mudar para garantir o crescimento sustentável. O desempenho do mercado respondeu por 70% do crescimento da receita no ano passado, um sinal claro da vulnerabilidade do setor e condições externas agindo em um período de grande incerteza. 

Em 2024, índices como o S&P 500 (+23%) e o Nasdaq (+29%) ajudaram a alavancar receitas em US$ 58 bilhões – sendo que apenas US$ 16 bilhões vieram de novos aportes líquidos. Ou seja, a maior parte do avanço não dependeu da atração ativa de recursos, mas da valorização dos ativos já existentes, como bem mostra o relatório “Global Asset Management Report 2025: From Recovery to Reinvention”, do Boston Consulting Group (BCG).

A análise evidencia a fragilidade do modelo atual diante de fatores externos, como a volatilidade dos mercados, a instabilidade macroeconômica e os efeitos do tarifaço do governo Trump. Além disso, metade deste crescimento foi corroído por compressão de taxas e migração para produtos mais baratos, como ETFs passivos.

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