A transição para a Economia Verde deve criar mais de 24 milhões de empregos até 2030. Essa era a projeção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2018, o que nos levaria a deduzir hoje que esse número pode crescer nos próximos cinco anos. Afinal, em um mercado acirrado com demissões volumosas, os profissionais com habilidades verdes (green skills) têm 46,6% mais chances de serem contratados. Mas como tudo nestes tempos voláteis e complexos, a matemática não é simples.
O ritmo acelerado da demanda por habilidades verdes representa mais do que o dobro da velocidade da formação de novos talentos, de acordo com o relatório “2025 Global Green Skills” do LinkedIn, que será publicado esta semana. O estudo aponta que a contratação de profissionais com “green skills” cresceu 7,7% entre 2024 e 2025, enquanto a oferta de profissionais com esse perfil aumentou 4,3%.
Acontece que a atividade de contratação caiu em relação aos 11,5% do ano anterior, assim como aconteceu com a oferta de empregos, que havia ficado em 5,5% em 2023. Isso significa que, embora a diferença entre oferta e demanda tenha diminuído para 3,4%, os dados indicam que essa redução foi impulsionada por uma demanda mais fraca por talentos verdes, e não por um aumento no número de trabalhadores qualificados.
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