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Tolerar talentos tóxicos é mau negócio

Uma cultura tóxica não apenas afastará bons funcionários, mas também dificultará atrair novos, minando a produtividade e as oportunidades de crescimento

A inclusão e o pertencimento tornaram-se valores fundamentais para várias empresas nos últimos anos. Embora isso seja louvável, se esses valores não forem refletidos nas experiências vividas pelos funcionários, as boas intenções se tornarão apenas isso, boas intenções. Pesquisas mostraram que culturas tóxicas custaram às empresas dos EUA quase US$ 50 bilhões por ano, até 2019. Com a pandemia, o cenário piorou.

Some-se a esse cenário questões de raça e de gênero e o resultado pode ser queda de produtividade, de crescimento e de lucro. Quase 33% dos funcionários nos EUA estão considerando deixar seus empregos, enquanto 25% realmente pediram demissão nos últimos seis meses, citando a “cultura tóxica da empresa” como principal motivo para sair. Vale lembrar que esse movimento começa a ganhar a força no Brasil. Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), vinculado ao Ministério da Economia, mais de 560 mil trabalhadores pediram demissão recentemente.

A toxicidade do trabalho abrange uma série de questões, incluindo desrespeito, desonestidade e competição implacável. “A cultura da organização é moldada pelo pior comportamento que o líder está disposto a tolerar”, observam os especialistas em desenvolvimento organizacional Steve Gruenert e Todd Whitaker. Muitas vezes, os empregadores toleram o mau comportamento dos seus melhores talentos e/ou de funcionários de alto desempenho, esquecendo que o impacto a longo prazo desses agressores culturais sobre o desgaste, o envolvimento dos funcionários, a produtividade e a marca do empregador não pode ser ignorado.

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