s
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Quem define as regras quando agentes se coordenam?

O que o experimento MoltBook revela sobre o valor econômico, a governança e a liderança em sistemas autônomos.

Em meados de janeiro, um agente de IA de código aberto saiu do GitHub para o centro das conversas no Vale do Silício. O OpenClaw — lançado originalmente como Clawdbot em dezembro de 2025 pelo desenvolvedor austríaco Peter Steinberger e rebatizado duas vezes após disputas de marca — ganhou tração por entregar algo que, até então, permanecia mais promessa do que prática: operar de forma contínua como um agente autônomo funcional.

Rodando localmente no computador do usuário, integrado a aplicativos de mensagens, e-mail e calendários, com memória persistente e capacidade de executar código, o OpenClaw passou a ser descrito como um “Claude Code caseiro”. Em poucas semanas, milhares de usuários concederam a seus agentes acesso direto a e-mails, arquivos, servidores, APIs e contas pessoais, apesar de alertas explícitos sobre riscos de segurança amplamente documentados por pesquisadores independentes e pela imprensa especializada.

Diante dessa proliferação, surgiu um passo adicional. Se agentes autônomos já existiam em escala, faria sentido observá-los em um mesmo ambiente. Foi assim que Matt Schlicht lançou a MoltBook, uma plataforma onde agentes OpenClaw podem publicar atualizações, reagir, observar o comportamento de outros agentes e compartilhar capacidades, enquanto humanos permanecem majoritariamente como espectadores.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

A volta ao tecnonacionalismo e suas implicações sobre a soberania digital

Inteligência Artificial

A volta ao tecnonacionalismo e suas implicações sobre a soberania di...

Para potências médias e empresas, isso significa escolher quais renúncias são aceitáveis.

Por Philipe Moura*, especial para The Shift
Distribuir IA é distribuir poder?

Inteligência Artificial

Distribuir IA é distribuir poder?

Em manifesto recém-publicado, Zuckerberg defende que distribuir superinteligência é o que nos torna seguros. No mesmo dia, a Meta abriu os pesos do seu modelo menor e manteve o maior fechado.

Só 47% dos CISOs sabem onde estão seus agentes de IA

Inteligência Artificial

Só 47% dos CISOs sabem onde estão seus agentes de IA

Pesquisa da Okta com 306 CISOs mostra que a infraestrutura de identidade é, ao mesmo tempo, o problema e a solução para controlar agentes de IA dentro das empresas

A IA começou a escrever genomas

Inteligência Artificial

A IA começou a escrever genomas

Modelos de linguagem genômica já conseguem projetar genomas virais funcionais. O avanço promete novas terapias e muda a escala do debate sobre biossegurança.

Mandar tudo para o modelo mais forte é onde a conta da IA estoura

Inteligência Artificial

Mandar tudo para o modelo mais forte é onde a conta da IA estoura

Apenas de 10% a 20% das tarefas empresariais exigem os modelos mais poderosos. O roteamento multimodelo transforma essa diferença em economia.

O conselho cobra ROI de IA. Poucas empresas medem

Inteligência Artificial

O conselho cobra ROI de IA. Poucas empresas medem

Tem mais: a IA já entrou na avaliação de desempenho dos CEOs, mas ainda não entrou nos sistemas que medem esse desempenho.