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GESTÃO

Paridade de gênero é desafio econômico

O que se vê — e com muita preocupação — é a exclusão contínua e, em alguns casos, crescente das mulheres da plena participação econômica como funcionárias, líderes, consumidoras e fornecedoras.

Cada vez mais, a paridade de gênero é vista como crítica para a estabilidade e o desempenho econômico de empresas e países. E os dois gatilhos para melhorar são o aumento da presença feminina no mercado de trabalho e em postos de liderança, afirma a 17ª edição do Global Gender Gap Index, do Fórum Econômico Mundial, publicado na última semana. Evidências comprovam que empresas também ganham ao engajar-se em estratégias para transformar cultura e projetar produtos e serviços para servir uma gama mais ampla de consumidores, tornando a inovação processos mais inclusivos.

No entanto, os resultados da pesquisa são desanimadores. Neste início de 2023, o que se vê é a exclusão contínua e, em alguns casos, crescente das mulheres da plena participação econômica como funcionárias, líderes, consumidoras e fornecedoras; tendências de longo prazo, incluindo mudança tecnológica e mudança climática, parecem destinadas a aprofundar as diferenças; persistem a falta de reconhecimento do valor do trabalho não remunerado, bem como a distribuição desigual do trabalho de cuidado.

A comparação entre os em 146 países pesquisados revela pouco avanços, desde os retrocessos impostos pela pandemia de Covid-19. A pontuação geral passou de 68,1% para 68,4%, uma melhora de apenas 0,3 pontos percentuais em relação à edição do ano passado. Ao considerar os 102 países cobertos continuamente de 2006 a 2023, a lacuna é 68,6%, recuperando o nível relatado na edição de 2020 e avançando modestos 4,1 pontos percentuais desde a primeira edição do relatório em 2006.

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