s
GESTÃO

Gestão de mudanças também é cultura e estratégia

Nunca foi tão necessário repensar toda a abordagem da empresa à mudança. Entraremos em uma época na qual a capacidade de mudar se tornará central para a estratégia corporativa.

Em uma época na qual todos estão focados na análise de dados, na Inteligência Artificial, na estratégia e na missão, concentrar-se na mudança e na cultura parece contra-intuitivo, mas é provavelmente no que todos deveriam estar concentrados. O foco da gestão na cultura e na gestão da mudança é extremamente deficiente. E essa pode ser uma das razões de muitas transformações ficarem aquém de suas metas.

Mudar é difícil. Mas é cada vez mais necessário, para acompanhar as condições do mercado, a concorrência e as preferências dos clientes, adotar novas tecnologias e formas de trabalhar. Você pode não gostar de mudanças e sua empresa pode não querer mudar, mas você não controla os fatores externos que mudam constantemente. E tudo complica a partir do momento que o ritmo da mudança aumenta, e você percebe que não pode mais “gerenciá-la”. Só pode tentar antecipá-la e direcioná-la. Em vez de evitar ou resistir à mudança, a cultura e a estratégia devem abraçar a mudança.

Portanto, nunca foi tão necessário repensar toda a abordagem da empresa à mudança. Se uma empresa está criando uma estratégia, um componente-chave dessa estratégia deve ser a identificação das mudanças necessárias e com que rapidez devem ser feitas. Tradicionalmente, a mudança tem sido pouco considerada — se é que tem sido considerada — quando a estratégia é construída. "Muito em breve, entraremos em uma época na qual a mudança e a capacidade de mudar se tornarão muito mais centrais para a estratégia corporativa, e a capacidade de executar a mudança se tornará primordial", afirma Jeffrey Phillips, autor de "Relentless Innovation: What Works, What Doesn’t". Cabe às lideranças mudar a cultura da sua organização para melhor traduzir a estratégia em comportamento e reforçar prioridades de mudança.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Adaptabilidade é o novo currículo

Tendências

Adaptabilidade é o novo currículo

Pesquisas da ETS, da Deloitte e do Fórum Econômico Mundial mostram que aprender a se adaptar continuamente tornou-se mais decisivo para a carreira do que qualquer habilidade técnica isolada — e o Brasil aparece entre os países com mai...

A lacuna entre ambição e prontidão: o que cinco estudos revelam sobre pessoas, liderança e IA

Tendências

A lacuna entre ambição e prontidão: o que cinco estudos revelam sob...

Protiviti, Careerminds, The Conference Board, Kyndryl, McKinsey e Metley chegam à mesma conclusão por caminhos diferentes: a tecnologia está pronta antes das pessoas e o RH que deveria liderar essa preparação é, com frequência, quem...

Cultura organizacional: como fechar o gap entre o que sua empresa promete e o que os funcionários vivem

Tendências

Cultura organizacional: como fechar o gap entre o que sua empresa prom...

Uma pesquisa com 300 profissionais de cultura e RH mostra que o problema não é falta de discurso — é a distância entre o que a liderança diz e o que ela recompensa, tolera e reforça todos os dias

Carga cognitiva, o próximo KPI da gestão

Tendências

Carga cognitiva, o próximo KPI da gestão

Uma linha emergente de pesquisas começa a tratar "mental load" como recurso organizacional, com efeito direto sobre a qualidade das decisões.

IA no conselho: como CEOs e boards podem construir uma visão única

Tendências

IA no conselho: como CEOs e boards podem construir uma visão única

Frameworks de Gartner, BCG, Deloitte e INSEAD mostram como destravar o alinhamento entre conselho e liderança executiva na hora de definir prioridades, riscos e velocidade de adoção da IA

O gargalo da IA nas empresas não é mais dinheiro, é gente

Inteligência Artificial

O gargalo da IA nas empresas não é mais dinheiro, é gente

Pesquisa da JLL com mais de 2.200 executivos em 21 países revela que a lacuna de competências ultrapassou as restrições de orçamento como principal barreira à transformação por IA