s
Mais capital na mão das startups é sinônimo de mais aquisições Unsplash/Blogging Guide
INOVAÇÃO

M&A: as startups vão às compras

No primeiro semestre de 2021, as startups ultrapassaram as empresas tradicionais na quantidade de fusões e aquisições de startups pela primeira vez

Anúncios de fusões e aquisições não faltam no ecossistema brasileiro de inovação. O mercado nacional de M&As está aquecido, como aponta a consultoria Transactional Track Record (TTR): até outubro de 2021, foram registradas 1.981 transações do tipo, com uma movimentação total de R$ 435,3 bilhões. O destaque é para o setor de Setor de Tecnologia, responsável por 733 operações. As startups são um alvo das compras, mas também surgem como grandes compradoras. O Distrito aponta que 54% dos 113 M&As de empresas de tecnologia ocorridos no primeiro semestre foram entre startups. Essa foi a primeira vez que as organizações tradicionais não foram as maiores compradoras de startups.

As startups ganham força no mercado de fusões e aquisições brasileiros graças ao bom momento do ecossistema nacional de inovação e a digitalização da economia. Até outubro, foram investidos US$ 8,01 bilhões em empresas de tecnologia brasileiras, de acordo com o "Inside Venture Capital Report", do Distrito. O volume supera em 120% o total de 2020, quando foram captados US$ 3,65 bilhões. Se trata de um ciclo positivo para essas companhias, em que mais capital injetado no mercado cria melhores soluções, fomenta novos empreendedores e deixa mais caixa disponível para compras.

“As empresas de tecnologia estão cada vez mais capitalizadas e buscando um crescimento mais acelerado. O M&A entre startups é uma tendência porque quanto mais liquidez e caixa as empresas de tecnologia tiverem, mais terão apetite por novas aquisições e novos investimentos”, analisa Gustavo Gierun, cofundador do Distrito.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

2050 em quatro cenários: que tipo de futuro viveremos nos próximos 25 anos

Tendências

2050 em quatro cenários: que tipo de futuro viveremos nos próximos 2...

O relatório "Beyond Tomorrow", do BCG Henderson Institute, traça quatro futuros plausíveis para 2050 a partir de mais de 100 megatendências e um século de dados. E alerta que as decisões dos próximos cinco anos moldarão os próximos...

CX adota Human-led, AI-powered: o novo contrato com o cliente

Economia

CX adota Human-led, AI-powered: o novo contrato com o cliente

Estudos da Capgemini e do IBM Institute for Business Value com Adobe mostram que 84% das lideranças apostam em CX como motor de crescimento, mas apenas 34% dos dados coletados viram decisão — e a janela para agir em cima da intenção d...

O líder que chega ao topo não é o que a equipe quer seguir

Tendências

O líder que chega ao topo não é o que a equipe quer seguir

A maioria (84%) dos profissionais brasileiros quer líderes emocionalmente controlados: o que esta pesquisa revela sobre a lacuna da liderança no país

IA sem gestão não entrega: o que três grandes estudos revelam sobre a adoção corporativa de Inteligência Artificial

Inteligência Artificial

IA sem gestão não entrega: o que três grandes estudos revelam sobre...

O gargalo da Inteligência Artificial nas empresas virou execução, contexto e gestão, com 7,9 horas por semana perdidas em atrito e apenas 12% dos funcionários dizendo que o trabalho de fato mudou

Soft skills, inglês e IA: o triplo desafio que trava o mercado de Tecnologia no Brasil

Tendências

Soft skills, inglês e IA: o triplo desafio que trava o mercado de Tec...

Pesquisa Ford e Datafolha aponta falta de conhecimento técnico como principal gargalo na contratação, mas a escassez de habilidades comportamentais, o domínio do inglês e a velocidade da adoção de IA complicam ainda mais o cenário

A tempestade Mythos (e o que vem com ela) acende alerta vermelho nos conselhos

Segurança

A tempestade Mythos (e o que vem com ela) acende alerta vermelho nos c...

Três em cada quatro empresas admitem que não conteriam um ciberataque significativo sem paralisar as operações. O risco agora é de continuidade do negócio