O crescimento do trabalho colaborativo dentro das organizações trouxe consigo algumas “verdades incômodas” que ficavam em segundo plano, diante das conquistas corporativas. O fato de que muitas lideranças se banhavam em glória, reconhecendo vez por outra a contribuição de seus times passou a não ter mais lugar nesse novo mundo do trabalho que vivemos. Afinal, trabalhadores que não se sentem valorizados, reconhecidos ou que não enxergam possibilidade de desenvolvimento, vão buscar tudo isso em outro lugar. Cabe aos líderes exercitar mais – e preferencialmente – a liderança inclusiva: aquela em que as decisões e o crédito pelas conquistas são também compartilhados.
Agora, vem o melhor: praticar esse tipo de liderança não apenas ajuda a construir um ambiente muito mais colaborativo, transparente, aberto à novação, como também traz dividendos no longo prazo, segundo uma pesquisa da Harvard Business School. De acordo com o estudo dos professores assistentes de Administração Yuan Zou e Ethan Rouen, os líderes inclusivos são “duas vezes mais propensos do que o líder médio a ser promovido a CEO, e nomear um CEO inclusivo aumenta a inclusão da equipe executiva”.
“Equipes compostas por gestores inclusivos também apresentam maior retenção”, escrevem os autores em seu estudo. Eles examinaram o comportamento, as interações, assim como suas características e resultados individuais, da equipe e da organização que incluíam 10.673 líderes e 2.316 empresas de 2010 a 2019. “As empresas em que os gerentes inclusivos são promovidos a CEO experimentam reações mais positivas do mercado de ações aos anúncios de promoção”.
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