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Jovens, ricos e treinados lideram o uso da IA, mas também concentram os maiores índices de uso indevido ou excessivo da tecnologia no trabalho (Crédito: Freepik)
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

IA no trabalho: o que separa quem avança de quem fica para trás

Treinamento, renda e idade são os principais divisores no uso de IA, segundo estudo global da KPMG com 17 mil pessoas em 17 países

Por Soraia Yoshida 19/05/2025

A adoção da IA está crescendo rapidamente, mas a desigualdade no acesso ao conhecimento, à educação e aos recursos digitais ameaça ampliar ainda mais as divisões no mercado de trabalho. Com base nos insights de um estudo recente da KPMG sobre atitudes e uso, a maior adoção de IA no trabalho ocorre entre

  • Pessoas com menos de 35 anos: mais de 80% fazem uso regular de ferramentas de IA.
  • Profissionais com educação universitária: 62% relatam uso frequente.
  • Quem tem renda alta: 80% desses profissionais usam IA regularmente.
  • Aqueles que passaram por algum tipo de treinamento em IA: esse grupo concentra os níveis mais altos de adoção, confiança e percepção de benefícios da tecnologia.

Em contraste, menos de 50% dos trabalhadores com mais de 55 anos, sem treinamento em IA ou com renda baixa fazem uso regular da tecnologia. Essa diferença revela uma divisão clara – o chamado “AI divide” – entre os que têm recursos e preparo para aproveitar os benefícios da IA e aqueles em risco de exclusão digital.

O que mais influencia o uso de IA?

Dois fatores se destacam como as principais alavancas do uso e da confiança em IA no trabalho:

  • Treinamento em IA: pessoas com treinamento formal ou informal em IA são quase 2 vezes mais propensas a confiar e adotar essas tecnologias.
  • Renda: Profissionais com renda alta têm 3 vezes mais chances de aceitar e adotar a IA do que aqueles com renda baixa.

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