s
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Gerencie, em vez de tentar eliminar o viés

As empresas precisam parar de fingir que conseguem eliminar modelos tendenciosos e passar a gerenciá-los. Concorda? É o que recomendam os especialistas

A IA é irremediável e inerentemente tendenciosa. Perguntar como evitar esse viés é, de muitas maneiras, a pergunta errada, porque a IA é um meio de aprender e generalizar a partir de um conjunto de exemplos – e, com muita frequência, os exemplos são extraídos diretamente de dados históricos com muitos vieses embutidos. Dados históricos, mesmo que “medidos e amostrados perfeitamente”, podem levar a resultados prejudiciais. E salvaguardas tradicionais e aparentemente sensatas não têm resolvido.

À medida que as falhas de IA expõem empresas e seus clientes a riscos, e a atenção regulatória cresce, as evidências apontam que todos têm na ponta da língua o discurso sobre IA responsável. Mas um número muito pequeno está investindo tempo e recursos necessários para criar um programa abrangente.

“Lideranças empresariais devem parar de fingir que podem eliminar o viés da IA — eles não podem — e se concentrar em corrigi-lo”, provoca Sian Townson, sócia da consultoria Oliver Wyman. “As empresas nunca eliminarão completamente o viés. Mas eles podem aprimorar, expandir, verificar e corrigir suas práticas para obter resultados mais justos, diversos e equitativos”.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Ciberataques no Brasil: o que revela o ESET Security Report 2026

Inteligência Artificial

Ciberataques no Brasil: o que revela o ESET Security Report 2026

Levantamento com 1.563 profissionais mostra que 62% das empresas brasileiras já detectaram tentativas de ataque, mas quatro em cada dez organizações da América Latina ainda não conseguem enxergar as próprias falhas de segurança

Na Ai4, a IA deixa o palco e entra na operação

Inteligência Artificial

Na Ai4, a IA deixa o palco e entra na operação

O discurso mudou em Las Vegas: o desafio agora é fazer agentes operarem em escala, com múltiplos modelos, dados sob controle e humanos responsáveis pelas decisões que importam.

Por Sergio Larentis *
Dez vezes mais ideias, o mesmo filtro

Inteligência Artificial

Dez vezes mais ideias, o mesmo filtro

O avanço tecnológico depende menos da capacidade de produzir hipóteses do que da capacidade de descartá-las. É o que separa as empresas em que a IA acelera a inovação daquelas em que ela apenas acelera o erro.

A governança de agentes precisa virar infraestrutura

Inteligência Artificial

A governança de agentes precisa virar infraestrutura

Políticas e comitês não bastam quando a autoridade pode expirar no tempo e se ampliar pelo caminho. As empresas terão de construir uma camada capaz de identificar, limitar, revalidar e revogar o poder de cada agente antes que a ação a...

A IA ganha autoridade pelo caminho. Uma camada de infraestrutura corre para impedir

Inteligência Artificial

A IA ganha autoridade pelo caminho. Uma camada de infraestrutura corre...

Reguladores, coalizões, protocolos da IETF e produtos tentam evitar que a capacidade de um agente vire autoridade só porque ele encontrou um caminho técnico até a ação.

A governança de IA ganha uma nova fronteira: a execução

Inteligência Artificial

A governança de IA ganha uma nova fronteira: a execução

Quando agentes passam a agir sozinhos, é preciso decidir, no ponto de execução, se a ação ainda está dentro da autoridade que foi concedida.