s
Os métodos de inovação aberta também podem ser aplicados em um nível mais geral e estratégico Crédito: Ylanez Koppens/Pexels
TENDÊNCIAS

Estratégia aberta pode (e deve) valer para toda a empresa

Os métodos de inovação aberta também podem ser aplicados em um nível mais geral e estratégico, como aponta um novo livro

Por Soraia Yoshida 08/11/2021

No ano passado, a explosão de inovação aberta que se seguiu à chegada da pandemia, trouxe consigo a constatação de que: 1) inovação era e continua sendo uma prioridade das empresas; 2) sem inovação, uma organização pode ter seu futuro ameaçado; 3) a inovação aberta pode ampliar o espaço para a criação de valor. “Em uma crise, a inovação aberta pode ajudar as organizações a encontrar novas maneiras de resolver problemas urgentes e, ao mesmo tempo, construir uma reputação positiva”, escreveu o professor da EMST Berlin Linus Dahlander em sua defesa “Why Now Is the Time for Open Innovation”. Mas e se o guarda-chuva “open” fosse aplicado à estratégia da organização?

Os métodos de inovação aberta também podem ser aplicados em um nível mais geral e estratégico. Ao transformar os colaboradores em potenciais estrategistas, a organização adota também uma postura mais transparente e engajadora, como explica o professor Samir Lófti, da Fundação Dom Cabral. "A estratégia sempre teve uma característica exclusiva, para poucos, e do outro lado, um componente de segredo. ", diz ele no podcast da The Shift. "Hoje as pessoas conhecem o modo de tomar decisões estratégias, está muito banal. Hoje aspectos mais subjetivos, como os sentimentos das pessoas. Os estrategistas somos todos nós, do CEO aos colaboradores".

O livro “Open Strategy: Mastering Disruption from Outside the C-Suite” de propõe em parte a responder essa pergunta ao analisar como organizações estão abrindo iniciativas estratégicas para envolver funcionários, especialistas, empreendedores, fornecedores, clientes e até mesmo concorrentes. Escrito por Christian Stadler, Julia Hautz, Kurt Matzler e Stephan Friedrich von den Eichen, o livro traz ferramentas para cada um dos três estágios da formulação de estratégias – geração de ideias, formulação de planos e implementação – e propostas de participação digital e um workshop com uso de gamificação. Inclui ainda uma pesquisa com 200 líderes de companhias, mostrando que embora as técnicas de estratégia aberta tenham sido implementadas em apenas 30% das iniciativas, essas mesmas iniciativas geraram 50% de suas receitas e lucros.

Conteúdo exclusivo para membros da The Shift

Aproveite a promoção e assine

As maiores tendências em tecnologia até 2030

Tendências

As maiores tendências em tecnologia até 2030

Novo relatório aponta como a combinação de tecnologias vai tornar sua adoção exponencial e trazer novos modelos de negócios

Por Soraia Yoshida
As marcas devem se preparar para o futuro Phygital

Inovação

As marcas devem se preparar para o futuro Phygital

As tecnologias apoiam a integração entre as operações digital e o física, mas é preciso avaliar se a experiência Phygital está agregando valor para o consumidor

Por Marina Hortélio
Como enxergar além da curva e antecipar pontos de inflexão emergentes

Entrevista

Como enxergar além da curva e antecipar pontos de inflexão emergente...

As empresas são pegas "de surpresa" por pontos de inflexão em seus mercados porque não prestam atenção aos sinais que aparecem bem antes deles explodirem na sua porta, alerta Rita McGrath

Por Silvia Bassi
Como lidar com o imprevisível nos negócios: construindo resiliência

Tendências

Como lidar com o imprevisível nos negócios: construindo resiliência

A maioria das organizações não elaborou seus planos de forma a encarar qualquer crise, uma das características principais de uma organização resiliente

Por Redação The Shift
Empresas sociais podem mudar setores inteiros

Tendências

Empresas sociais podem mudar setores inteiros

Uma empresa social geralmente se concentra em uma causa social chave, como pobreza internacional, emprego para grupos desfavorecidos ou mudança climática

Por Redação The Shift
Ingressamos na Bioinformation Age, avisa Amy Webb

Inteligência Artificial

Ingressamos na Bioinformation Age, avisa Amy Webb

E isso exigirá de nós maior cuidado e responsabilidade com as tecnologias ao nosso dispor. Sobretudo com a Inteligência Artificial e os sistemas de monitoramento e reconhecimento de tudo e todos

Por Cristina De Luca