Não, o GPT-4o não é gratuito. Seu custo? Os dados dos usuários, com ou sem direitos autorais. O alerta veio de pesquisadores chineses, mas profissionais de privacidade americanos também já haviam expressado preocupação. Atraídos pela promessa de gratuidade do novo produto da OpenAI, usuários estão entregando para a empresa grandes quantidades de dados multimodais que não são de sua propriedade. Pior: os detentores de direitos autorais têm pouco — ou quase nada — a fazer a respeito.
“Como um buraco negro, o GPT-4o aumenta sua massa de treinamento sugando todo e qualquer material, acumulando todas as informações que os usuários inserem, seja na forma de texto, arquivos de áudio ou imagens”, escrevem Angela Huyue Zhang, diretora do Philip K.H. Wong Center for Chinese Law na Universidade de Hong Kong, e S. Alex Yang professor de Ciências da Administração na London Business School.
O GPT-4o absorve não apenas as informações dos próprios usuários, mas também dados de terceiros apresentados durante as interações. Complica quando esses dados são dados pessoais, como voz e imagem, capturados durante o crowdsourcing de enormes quantidades de dados multimodais. O que já vem acontecendo. Tanto que, em sua política de privacidade, a OpenAI reconhece que as informações utilizadas para treinar o ChatGPT incluem dados pessoais, afirma Oliver Willis, sócio da BDB Pitmans.
Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.
Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.
É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.
O lançamento dos interaction models pela Thinking Machines redefine a fronteira entre homem e máquina. Mas cuidado: a tecnologia que resolve o gargalo técnico pode ser a mesma que atrofia as habilidades sociais do seu time.
Pesquisa do MIT SMR e do BCG responde: não! Painel com 31 especialistas globais indica que a supervisão humana em IA exige mais do que verificar outputs: exige julgamento em todo o ciclo de vida dos sistemas.
Em menos de um ano, a taxa de sucesso em testes de autorreplicação saltou de 6% para 81%. O tempo médio de detecção nas empresas ainda é de 10 dias.
Uma onda de organizações que demitiu em nome da IA está refazendo o caminho, só que agora com custos 27% maiores, equipes que perderam a confiança na liderança e o conhecimento institucional que foi embora junto com os funcionários
Mais da metade dos CEOs ouvidos pelo BCG diz que seus conselhos confundem narrativa midiática com realidade operacional da IA; 60% acreditam que estão sendo pressionados a agir rápido demais
A empresa, que investe em educação de colaboradores e clientes sobre IA, se apoia em uma cultura construída ao longo de cinco décadas para se tornar diferencial num mercado em consolidação.
Aproveite nossas promoções de renovação
Clique aquiPara continuar navegando como visitante, vá por aqui.
Cadastre-se grátis, leia até 5 conteúdos por mês,
e receba nossa newsletter diária.
Já recebe a newsletter? Ative seu acesso
