O sucesso de um hub tecnológico não depende apenas de capital, mas de uma combinação virtuosa entre talento altamente qualificado; estruturas sólidas de transferência de tecnologia; cultura empreendedora; e investimento em pesquisa de base e deep tech. Acontece que a cidade britânica de Cambridge atende a todos esses elementos, o que a alçou ao quarto lugar como hub global de inovação, segundo o estudo “The Rise of Cambridge Tech & Its Role in the Future of Innovation”, publicado pelo Dealroom.
O caso de Cambridge ilustra como políticas públicas, cultura acadêmica empreendedora e estruturas sólidas de transferência de tecnologia — como o Cambridge Enterprise — podem criar uma base sustentável para a inovação. Além disso, a proximidade com outros hubs europeus, formando o chamado “Novo Palo Alto”, reforça um ambiente altamente propício à colaboração e à criação de empresas deep tech, com destaque para áreas como biotecnologia, computação quântica e inteligência artificial.
Esse modelo contrasta com um ambiente que começa a se fragilizar nos EUA. Nos Estados Unidos, universidades líderes globais, como Harvard e Yale, têm alertado para os efeitos do congelamento ou redução de repasses públicos para pesquisa e inovação. Um relatório recente da American Association for the Advancement of Science (AAAS) destacou que o investimento público em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que era de cerca de 1,9% do PIB nos anos 1960, caiu para menos de 0,7% em 2024.
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